Saúde e emprego como prioridades para novos gestores

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SOLANO FERREIRA

Os novos prefeitos eleitos nas eleições de 2020 elaboraram seus planos de governos, com tudo o que tinham de direito, para atrair os votos dos eleitores conscientes. Apesar dos esforços para planejar e o possível esforço maior para executar, nos novos gestores precisam se atentar aos dois eixos de prioridades que a população brasileira espera. Melhorar a saúde e gerar mais empregos são prioridades apontadas pelos entrevistados, na pesquisa da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) em parceria com a empresa Kantar. Esse impasse na vida dos brasileiros, em decorrência da pandemia do novo coronavirus, fez com que o cidadão se atentasse mais às necessidades de sobrevivência.

Não será fácil para os prefeitos eleitos e reeleitos satisfazerem esses anseios da população. Com a economia ainda em recuperação, gerar mais empregos será tarefa desafiadora. Muitas empresas fecharam as portas ou diminuíram seus postos de trabalho, em decorrência das mudanças de hábitos de consumos, ou, por não suportarem o custo operacional com a regressão econômica.

Quanto à saúde, o país vivia um esvaziamento do setor público visando os projetos de privatização. A pandemia pegou as unidades sucateadas e sem estrutura de pessoal para comportar a repentina demanda de atendimento em alta escala. O plano de privatizar o SUS (Sistema Único de Saúde), pelo menos nesse momento, está fora de cogitação por causa do apelo popular e, não apenas os prefeitos, mas os governos estaduais precisam reestruturar em todas as escalas.

Apesar das brilhantes ideias apresentadas nas campanhas eleitorais, o que os eleitores esperam de verdade é que se resolvam o essencial para viver e sobrevive: saúde e emprego são as prioridades. O pós-pandemia elegeu prioridades elementares para a vida.

O autor é jornalista

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