CPI da criação de reservas: moradores desconhecem diligências de engenheiros ambientais

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População de Cujubim acompanhou os trabalhos da CPI. Foto Secom ALE

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga indício de irregularidade na criação de unidades de conversação em Rondônia, moradores da localidade Soldado da Borracha disseram que não receberam em suas propriedades rurais visitas de engenheiros florestais da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) para tratar sobre a criação de reservas.

Deputados estaduais durante os trabalhos da CPI em Cujubim. Foto: Secom ALE

A abertura dos trabalhos foi feita pelo pelo deputado Alex Redano (Republicanos) e teve a participação dos deputados Pedro Fernandes (PRD), Dr Thaisa (Podemos) e  Gislaine Lebrinha (União Brasil).

Paulo Sérgio reside na região desde 2015 e possui documentação junto ao IDARON. Trabalhando e vivendo a pecuária, afirmou ainda que conta em seu poder do título definitivo da área, além do georeferenciamento e do Cadastro Ambiental Rural (CAR). “Além do gado, escoa produtos para a rede de supermecado Gonçalves”, afirmou.

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Jânio Lopes Souza relatou aos parlamentares que comprou a propriedade rural em que mora em 2007 e lembrou que na época era permitido fazer manejo floresta. “Tenho a escritura pública da minha propriedade e está registrada em cartório. O plano de manejo florestal, que exige uma série de documentos, foi aprovado”, lembra o proprietário, destacando que agora não é permitido a exploração.

Residindo na região desde 2015, Gustavo da Silva disse que vive da pecuária e possui escritura pública da propriedade. “Vivo da agricultura familiar. Chegamos a plantar na região mais de 70 mil pés de abacaxi”, afirmou o morador, acrescentando que chegou a contrair empréstimo junto ao Banco do Brasil. “Para obter empréstimo, é necessário uma série de documentos”.

Assista os interrogatórios:

A CPI possui uma relação de de nomes de engenheiros florestais da Sedam que teriam feito mapeamento da área, mas os moradores da região desconhecem da presenças de servidores na área. Tiveram os nomes citados nos depoimentos os seguintes engenheiros florestais: Isadora Araújo Chagas, Dalita da Silva, Priscila Rocha, Sebastiana Almeida, Silvia Gonçalves, Elin Vinte e Marcio Antonio Nunes. Dárius Agusto Varques, (extrativista), Osvaldo Oliveira (extrativista) e Paulo Sérgio Lima (gestor ambiental) tiveram também os nomes citados durante os interrogatórios.

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Fonte: Valor&MercadoRO

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