O desmatamento ilegal na Amazônia avança sem precedentes

Nunca a região mais cobiçada do planeta sofreu tanto com invasões de áreas protegidas, desmatamentos, exploração ilegal de madeira

6

SOLANO FERREIRA

Nunca a região mais cobiçada do planeta sofreu tanto com invasões de áreas protegidas, desmatamentos, exploração ilegal de madeiras e incêndios florestais provocados propositalmente. Diante da fragilização dos órgãos fiscalizadores e da certeza da impunidade, os criminosos correm solto principalmente no conhecido Arco do Desmatamento, região compreendida no território que vai do oeste do Maranhão e sul do Pará em direção a oeste, passando por Mato Grosso, Rondônia e Acre.

Em abril deste ano de 2021 foi anunciado o desmonte da Operação Verde Brasil 2, e já no mês seguinte as derrubadas e invasões avançaram novamente. Sob pressão de desmatamento recorde, o governo federal prepara nova operação com início nos próximos dias, que será liderada pelo vice-presidente da República, general Hamilton Mourão.

O caso é mesmo desesperador. O Sirad, um sistema de monitoramento por radar de desmatamento quase em tempo real, aponta para vasta destruição acelerada. Em 28 dias do mês de maio, a região atingiu a marca de 1.180 km² de desmate, avanço de 41% em relação ao mesmo mês de 2020. Desde o início da série histórica, com a operação do satélite Deter-B, é a primeira vez que o número ultrapassa 1 mil km² para esse mês.

As invasões e o devastamento ambiental colocam em risco o bioma Amazônico. A exemplo, a bacia do Rio Xingu, uma das regiões de maior biodiversidade da Amazônia brasileira, está sofrendo pressão do desmatamento ilegal. Rrelatório da Rede Xingu+, baseado em sistema de monitoramento de desmatamento Sirad, entre 2018 e 2020, madeireiros, grileiros e garimpeiros ilegais destruíram 5.135 km² de floresta native.

Além de impactor o ecossistema, essas ações criminosas colocam em risco bacias hidrológicas imporntantes, podemos gerar impactos economicos de grandes dimensões. O combate a esses crimes deve ser visto como soberania nacional e as devidas punições não podem ser anuladas.

*** O autor é Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

Deixe seu comentário
Publicidade