Mais dinheiro e legislação para segurar a crise

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Solano Ferreira

Conforme vai passando os dias e estende a pandemia do novo coronavírus (covid-19), cresce também o desespero de empresários que temem pela falência. A quebradeira já atinge diversas empresas e o número de desempregados deixa famílias preocupadas com o futuro. Duas notícias foram recebidas como esperança para prolongar avida empresarial e a manutenção de empregos. A Lei nº 14.020/2020, que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, é vista como forma de diminuir os efeitos econômicos e sociais causados pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Apesar dos vetos, a Lei garante a flexibilidade nos contratos de trabalho de forma que empregados e patrões possam negociar livremente as jornadas ou a suspensão de contratos. O governo bancará a diferença salarial para que o trabalhador não tenha perda de consumo e isso não afete o giro econômico do país.

Outra notícia que circulou no mesmo momento foi de que o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) estendeu até 31 de dezembro, a linha de crédito de R$ 5 bilhões para capital de giro. O dinheiro pode ser pleiteado por pequenas e microempresas para dar mais fôlego aos negócios.

As medidas são importantes porque o país ainda não atingiu o platô da curva de ascensão da doença covid-19 e de contaminações pelo novo coronavírus. Quando isso acontecer, ainda teremos alguns meses pela frene para atingir o mínimo esperado para pôr fim ao desespero geral que tomou conta da nação. A falta de condução correta da pandemia ocasionou o prolongamento da crise de saúde e da crise econômica, colocando muitos brasileiros em pavor e sofrimento. Mortes, doenças, falências e desempregos são os principais medos que precisam ser sanados de imediato.

O autor é jornalista

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