Protocolos de vacinas trazem alívio e esperança

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SOLANO FERREIRA

Foi preciso chegar aos 200 mortos pela Covid-19 para que o Brasil anunciasse medidas que possam conter a pandemia com a vacinação. Mesmo o País estando com cinco vacinas em testes e com os resultados satisfatórios, até o momento, os interesses políticos pareceram mais influenciadores do que os riscos de mortes. Os pedidos de análise para o uso emergencial de vacina produzidas pelos renomados institutos brasileiros Butantan (São Paulo) e Fiocruz (Rio de Janeiro) foram protocolados na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

As divulgações dos resultados dos ensaios foram animadores com alto índice positivo de imunização. Outro fato interessante é que não foram registrados óbitos entre as pessoas que tomaram as vacinas e foram submetidas ao contato com o vírus. A comunidade cientifica brasileira que se envolveu nas pesquisas demonstrou competência e habilidade em conhecimentos.

Esses pedidos protocolados junto à Anvisa são determinantes, pois os dois institutos (Butantan e Fiocruz) têm testes realizados com excelentes resultados, estão prontos para iniciar a produção das doses de suas vacinas, e isso deve começar a imunizar a população brasileira, começando pelos grupos de riscos que são profissionais de saúde, idosos, grávidas, indígenas e pessoas com doenças graves.

Tudo indica que a partir de final deste janeiro as primeiras doses já começam a ser aplicadas. A meta é que ainda no primeiro semestre deste ano a vacina tenha chegado a quase todos os brasileiros. Somente assim teremos a volta ao normal sem os riscos elevados desse terrível vírus.

O AUTOR É JORNALISTA

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