Projeção de retomada econômica é de crescimento acelerado

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Solano Ferreira

A economia dá sinais de retomada do crescimento nos próximos meses, depois da retração histórica de 9,7% no PIB (Produto Interno Bruto), conforme indicadores do segundo trimestre deste ano. O impacto causado pela pandemia do novo coronavirus parece que vai ficando para trás, apesar de deixar um rastro de perdas principalmente aos pequenos negócios. O otimismo da retomada do crescimento foi levantado pelo Ministério da Economia que alertou que o pior já passou, tendo o pior impacto no mês de abril.

O terceiro trimestre deste ano promete ser de alivio e recuperação para todos os segmentos econômicos. O governo manterá o auxílio emergencial com mais quatro parcelas de R$ 300 e esse dinheiro deve reforçar o poder de consumo das famílias, promovendo mais giro econômico. Esse socorro é importante porque o consumo das famílias brasileiras teve queda de 12,5%, sendo considerada a maior redução em 25 anos.

Um dos principais reflexos do reaquecimento é o mercado de veículos leves e pesados que acumulou estoques nas concessionárias com vendas estagnadas. O setor teve reação a partir de julho e isso indica melhoras em diversos outros segmentos. Outro indicador favorável foi a elevação de vendas de papel ondulado, utilizando em embalagens, demonstrando que as indústrias voltaram a produzir e distribuir seus produtos, indicando melhoras no varejo. Paralelo a produção do papel ondulado, o aumento da circulação de veículos pesados também indica crescimento. As rodagens são importantes reflexos de que os produtos estão circulando. Quanto mais negócios, mais transportes de mercadorias.

A expectativa do governo federal é de que os avanços serão acelerados na mesma velocidade que ocorrem as retrações durante o isolamento social provocado pela pandemia. Essa projeção se dá diante dos sinais positivos já percebidos na economia nas últimas semanas. Para que as projeções sejam consolidadas serão necessárias as manutenções de medidas para evitar que as contaminações com o novo coronavirus voltem com intensidade. Manter os cuidados evitará novos períodos de distanciamentos e isolamentos, necessários para a saúde, porém sufocantes para a economia.

O autor é jornalista

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