Uso favorável das tecnologias é o desafio das eleições

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Solano Ferreira

O avanço tecnológico vem agilizando as eleições, mas se tornou desafio para a Justiça Eleitoral que pretende fazer o bom uso das ferramentas e equipamentos, e ao mesmo tempo ter o controle para evitar o uso das tecnologias contra a democracia. A cada eleição, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aperfeiçoa os processos e aumenta a rigidez para punir quem faz uso indevido. Dessa vez o maior desafio é conter as notícias falsas (fakes News) e promover maior fiscalização contra a compra de votos usando aparelhos sofisticados.

As denúncias aumentam consideravelmente à medida que o TSE cria novos canais de interação com a população. A manipulação de eleitores através das mídias sociais com a divulgação de conteúdo apócrifos deve reduzir nas eleições deste ano. Outro tipo de manipulação combatida é a distribuição em massa por sistemas de informação, os chamados robôs de impulsionamentos.

Até os provedores de mídias já atuam contendo as fraudes. O WhatsApp anunciou que baniu 256 contas no primeiro mês de campanha. O dado foi divulgado em conjunto com TSE. Esse tipo de ação foi muito utilizado nas eleições passadas e acarretaram grande quantidade processos jurídiciais contra candidatos.

A Polícia Federal já está fazendo treinamentos com equipes que serão especializadas na operação de drones na busca dos tradicionais compradores de votos. A visualização área com o simultâneo combate por terra será utilizado em 100 locais no país. A novidade espera por fim nos aliciadores de eleitores que costumam ficar perto dos locais de votações. Os controles e combates tendem a tornar as disputas mais justas e os pleitos mais democráticos.

O autor é jornalista

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