Resposta do estado não pode gerar dúvidas na população

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Solano Ferreira

A suspeita que está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado, de que o governo de Rondônia teria incluído leitos inativos em um relatório, para evitar que medidas mais duras no combate à pandemia do novo coronavírus fossem adotadas aqui, é gravíssima e não pode ficar na mera especulação.

É preciso rigor na apuração, pois, se realmente comprovada, mostra o total descaso de nossas autoridades com a população. É inconcebível acreditar que alguma autoridade, seja de qual esfera for, fique a brincar com a vida das pessoas só para atender interesses próprios.

A covid-19 tem demonstrado ser uma doença não só perigosa, mas principalmente letal, por mais que essa letalidade tenha se mostrado baixa estatisticamente, quando comparada ao universo de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

O governo do estado precisa ser transparente em suas ações para que não reste dúvida nenhuma na população sobre a veracidade que se anuncia oficialmente.

Usar a artimanha de fraudar relatório para maquiar o número de leitos disponíveis para os pacientescm covid, até que seja possível. O que não se pode é enganar a doença. Qualquer brecha que se dê a ela, com certeza as consequências serão trágicas. É só olhar para a vizinha cidade de Manaus (AM) e ver o que a covid já causou por lá.

Aqui, a situação começa a se assemelhar a de lá, caos diretamente provocado por pessoas que não estão nem aí para com a vida dos outros. Indivíduos que continuam negando o perigo da doença realizando festas clandestinas, fazendo aglomerações, desrespeitando o confinamento. Por isso, a resposta do estado precisa ficar clara para que a população tenha a certeza de que em Rondônia, as autoridades estão preocupadas com as nossas vidas e não apenas brincando com elas.


O autor é jornalista e editor-chefe do Diário da Amazônia

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