PCC planejava em Porto Velho e Campo Grande ações em simultâneo ao ataque a Moro, diz PF

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Ao requerer os mandados de busca e apreensão na operação Sequaz, a Polícia Federal qualificou o endereço “chácara PCC/RO”, em Porto Velho, o endereço alvo para prender integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que planejavam ações em simultâneo no Brasil. A operação foi deflagrada na última quarta-feira (22.03) com a missão de prender integrantes da quadrilha que planejavam sequestrar o senador Sérgio Moro e um promotor de Justiça Lincoln Gakiya.

Segundo matéria publicada no jornal “O Estado de São Paulo”, a   Polícia Federal qualificou em Campo Grande o endereço “apartamento PCC/MS”.

A PF solicitou as diligências após ver indícios de ações da quadrilha ligada ao PCC nesses locais. As atividades eram anteriores ao plano de sequestrar Moro, indica a representação policial, e foram identificadas durante a análise de anotações interceptadas nas contas em ‘nuvem dos criminosos’.

Ao analisar os pedidos, a juíza Gabriela Hardt, que autorizou a abertura da ‘Sequaz’ destacou que as imagens denotam ‘a existência de outros trabalhos em andamento’. A ofensiva foi batizada em referência ‘ao ato de seguir, vigiar, acompanhar alguém’.

“Tem-se evidente que o plano delituoso sob apuração possui conexão com fatos a serem executados também no estado do Mato Grosso do Sul e na cidade de Porto Velho, de modo que, preenchidos os requisitos legais, se faz pertinente o deferimento da medida a ser cumprida em tais endereços, que se mostram vinculados à consecução dos planos capitaneados pela ‘Restrita’ do PCC”, anotou a magistrada.

A Polícia Federal fez diligências no local antes da abertura da Sequaz, apurando que a locatária do imóvel em questão é esposa de um dos presos na Operação Sicários, por supostas ações que levariam ao ataque de um servidor do presídio federal de Rondônia.

A corporação diz que, como o apartamento continua locado e pago, ‘é possível que lá existam armas e/ou um “cofre”, pois normalmente após alguém ser preso os criminosos somem com armas, munições e qualquer material que possa incriminá-los’.

“Como no caso em tela o apartamento ainda está alugado, é possível que tenhamos êxito em encontrar armas e munições. Obviamente, depois dos prováveis cumprimentos de mandados relacionados a esta investigação, se não for cumprida ordem judicial lá, os materiais desaparecerão”, argumentou a PF ao pedir a busca no local.

Os investigadores também lembraram que, entre os códigos listados por ‘Nefo’ havia a indicação de que ‘México’ se referia ao Estado de Mato Grosso do Sul. Em meio as anotações sobre gastos da quadrilha, a PF identificou o uso do código junto da abreviação ‘dd’ e da expressão ‘ferramenta bico e peq’. Segundo a corporação, as indicações são gírias usualmente empregadas no meio criminoso para indicar fuzil e pistolas.

Já em Rondônia, a PF queria localizar uma chácara ‘em local estratégico’ em Porto Velho. A capital do Estado foi mencionada diferentes vezes nas prestações de contas dos investigados e, segundo a juíza Gabriela Hardt, ‘não há dúvidas quanto à consecução de atos criminosos na cidade’.

“A utilização de um sítio na região depreende-se expressamente das imagens das anotações verificadas, estando relacionado, ainda o código ‘Flamengo’, sabidamente para se referir a sequestro”, anotou a magistrada ao autorizar o cumprimento de mandado de busca e apreensão no local.

A busca realizada em Campo Grande mirou um apartamento cujo endereço foi levantado a partir de uma foto encontrada em conta vinculada a Janeferson Aparecido Mariano, o ‘Nefo’, apontado como um dos líderes da ‘Restrita’ e principal articulador do plano de atentado contra Moro.

Com informações do jornal O Estado de São Paulo

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