Oxigênio que chegou a Porto Velho é insufiente para atender Rondônia e Acre, alerta empresa ao MPF

O procurador da República Raphael Bevilaqua pediu urgência na solução do assunto para que se evite mais mortes pela covid-19

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Cilindros de oxigênio de São Paulo foram transportados para o Amazonas no pior momento da pandemia

Na noite dessa sexta-feira (19), o Ministério Público Federal (MPF) enviou um ofício ao Ministério da Saúde (MS) alertando que os municípios de Rondônia e do Acre poderão sofrer desabastecimento de oxigênio medicinal a partir da próxima quarta-feira (24). Com o aumento desenfreado da doença nesses estados, a quantidade de 80 mil m³ que foi estimada há dez dias tornou-se insuficiente para atender a demanda atual e agora são necessários 160 mil m³, além dos 80 mil m³ que a empresa fornecedora local garante entregar.

A empresa que abastece os 33 municípios de Rondônia e ainda alguns hospitais da capital com oxigênio informou ao MPF que os cinco mil m³ oxigênio que chegaram ontem a Porto Velho, transportados pela Força Aérea Brasileira (FAB), só abasteceriam o hospital municipal de Ariquemes por dois dias. Na mensagem enviada ao MPF, a empresa lembra que o primeiro contato que fez com o MS ocorreu no dia 10 deste mês e que passados dez dias o consumo de oxigênio medicinal “continua subindo de forma assustadora em Rondônia e Acre”. Como solução, a empresa aponta que os transportes terrestre e aéreo diários são o único meio de amenizar a crise e evitar um cenário ainda pior do que ocorreu em Manaus.

O procurador da República Raphael Bevilaqua pediu urgência na solução do assunto para que se evite mais mortes pela covid-19. O MS tem até segunda-feira (22) para informar quais medidas serão adotadas.

Íntegra do ofício encaminhado ao Ministério da Saúde 

Fonte: Redação e MPF

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