O que nos interessa nas eleições dos Estados Unidos

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Solano Ferreira

O principal parceiro econômico do Brasil está apurando os votos das eleições presidenciais e, apesar de ainda não ter terminado as contagens dos votos, os articulistas e institutos de pesquisas apontam a vitória do democrata Joe Biden. Seria o fim precoce do governo de Donald Trump, um republicano ultraconservador que estimulou uma onda de ascensão do conservadorismo de direita pelo mundo. Se confirmada a derrota, Trump terá perdido para si mesmo já que nos EUA a reeleição é dada como certa para os presidentes.

O Brasil acompanha os resultados das eleições americanos sem grandes temores. O mercado está otimista porque se o novo presidente for Biden, o relacionamento com o Brasil em nada afetará. Outro motivo é que o plano de governo apresentado não demonstra pressões sobre as questões ambientais e outros temas polêmicos. Biden não fará transformações mirabolantes que possam colocar em riscos os negócios entres os dois países.

O mundo também vê o possível resultado sem temor. O polêmico Trump daria lugar para o mais contido Biden que não terá margem para promover mudanças significativas nas políticas públicas que afetam as grandes empresas. Com esse cenário, as bolsas de valores fecharam em alta longe das incertezas que afetam os negócios mundiais. Outro fator que anima o Mercado mundial é que a vitória será apertada e, com isso, as questões internas serão prioritárias para construir a governabilidade. Assim como as eleições presidenciais, as eleições para senadores também está acirrada com equilíbrio entre republicanos e democratas.

Até mesmo os rumores de judicialização das eleições com impugnações ou recontagens em alguns colégios eleitorais importantes não afetaram em nada o mercado financeiro que fechou em altas novamente. Antes do final da tarde, duas decisões judicias foram negativas e o processo eleitoral seguiu normalmente. Para o Brasil e outros países que agem para a recuperação econômica após a pandemia do novo coronavirus, o equilíbrio de forças na mais potente nação do mundo dá ânimo e segurança com o cenário de equilíbrio interno e poucos alterações nas relações exteriores.

O autor é jornalista

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