O combate a criminalidade indica o volume e potencial das Orcrim

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SOLANO FERREIRA

As organizações criminosas têm expandido territórios e diversificado os negócios. Além das grandes cidades do País, as facções vêm tomando o domínio das fronteiras e facilitando a entrada de drogas e armas, formando rede internacional cada vez mais potente. Apesar dos esforços governamentais para conter o crime organizado, aquilo que é reprimido ou retirado das mãos dos criminosos, representa apenas uma porção de um volume incalculável de dinheiro.

Nos dois últimos anos, somente em Rondônia foram mais de R$ 72 milhões em apreensões de drogas, veículos e armas que estavam nas mãos de umas quatrocentas pessoas que foram presas em operações policiais. Por essa conta dá para imaginar o tamanho do negócio, se é que podemos chamar de negócio, movimentado pelo crime organizado. O que as policias conhecem pegar figura bem abaixo do volume maior desconhecido.

Se continuar nessa dimensão, o crime organizado chegará ao patamar de controlar a economia, sendo responsável pela manutenção financeira de cidades e estados, tudo na informalidade criminosa. Ao nosso redor temos como exemplo, a Colômbia, Bolívia e Paraguay que já não sabem como viver sem tráfico, devido a rede formada e consolidada de maneira a ter importância até o Produto Interno Bruto (PIB). Esperamos que no Brasil não chegue a esse patamar e que a economia nacional não venha ficar aprisionada aos negócios ilícitos. 

Ainda para dimensionar o tamanho do crime organizado, o governo brasileiro utilizou mais de R$ 130 milhões em aquisições de acessórios tecnológicos para as operações de combate ao crime organizado. Imagine quando calculado outros valores como viaturas, armamentos, aeronaves, e muitos outros aparelhamentos utilizados nas operações e ações realizadas diariamente em todo o território nacional. São bilhões utilizados no combate e devem ser trilhões movimentos na ilegalidade do mundo do crime.

O AUTOR É JORNALISTA E EDITOR-CHEFE DO DIÁRIO DA AMAZÔNIA

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