O Brasil desconhece o potencial econômico do vasto ecossitema

Nossa região segue a tendência nacional de má utilização do espaço agrário, com vastas áreas antropizadas

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SOLANO FERREIRA

Estamos entrando na Semana Mundial do Meio Ambiente e o momento pode ser importante não apenas para as tradicionais ações já conhecidas, mas para olhar para onde caminha a humanidade e ver o quanto o nosso Brasil perde por não saber utilizar seus ecossistemas. Desde a era imperial, nossos recursos naturais são levados para todos os cantos do mundo e as recompensas que ficam não nos tornam sustentáveis.

Enquanto o mundo discute redução de emissões, energias limpas e mais baratas, veículos elétricos, mobilidade urbana, segurança alimentar, abastecimento de água e subsistência humana, o nosso País se depara com crimes ambientais encobertos pelos poderes, eliminação de espaços naturais, sufocamento das populações tradicionais e dos povos da floresta, e muitas outras extravagâncias em benefício de menos de 1% da população.

Nossa região segue a tendência nacional de má utilização do espaço agrário, com vastas áreas antropizadas. Se investisse em tecnologia, os espaços atualmente improdutivos, poderiam virar grandes celeiros, sem a necessidade de novas devastações. Isso garantiria a sustentabilidade de todos os ecossistemas brasileiros, garantindo a manutenção dos ciclos para as futuras gerações.

O mundo caminha em outra direção e os novos hábitos de consumo exigem mais proteção ao meio natural, não como discurso verde, mas como forma de manutenção da vida humana na terra.  O Brasil poderia ser tornar o polo mundial de sustentabilidade sem perder o potencial de produção, desde que tivesse politicas agrárias não predatórias. Temos um potencial enorme em ecossistemas: Floresta Amazônica, Zona dos Cocais, Caatinga, Cerrados, Pantanal, Mata Atlântica, Manguezais e restingas Pampas Mata de Araucárias. Tudo está se fragmentando e virando campos improdutivos. Ao invés de procurar água em Marte, os investimentos vultuosos do mundo poderiam ser canalizados para o Brasil, caso houvesse aqui interesse em aliar produção com sustentabilidade.

O autor é editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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