Indecisos estão insatisfeitos com a confiabilidade de candidaturas

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Faltando três semanas para as eleições municipais, os candidatos entram no desespero final em busca dos votos dos indecisos. Os desgastes dos políticos e as repercussões negativas dos mandatários, em todo o país, tem causado uma onda de insatisfação dos eleitores. A consequência é o elevado número de indecisos. Nomes apresentados nas candidaturas na maioria das cidades não despertam o interesse do eleitorado. Tudo indica que o voto será decidido na véspera ou no dia de votação. Isso aumenta a preocupação com o futuro político do Brasil.

Os partidos não estão formando novas lideranças que possam constituir nomes fortes e confiáveis para os eleitores. Há uma repetição de sucessores familiares que nem sempre cola na vontade popular. Os fundos partidários, que entre outras finalidades, são destinados para a formação política de base, pouco tem contribuído para a consolidação de uma nova geração de políticos éticos e preparados para fazer gestão pública responsável e de qualidade.

O eleitorado permanece na tendência de votar em ’novo’ e ‘novidade’, porém as velhas opções permanecem querendo florescer onde a terra está ácida e seca para o protótipo de políticos que não se renovam. Nos lugares onde surgiram novas lideranças, a empolgação dos eleitores é maior e os indecisos caem naturalmente nas intenções de votos.

Até a forma de fazer política tem mantido os moldes convencionais com as publicações apócrifas; toma lá, dá cá; o voto com preço; troca de favores; enfim, eleitores e candidatos se mantendo porque as opções não se renovam. Levarão vantagens nessas eleições, os candidatos que conseguirem convencer os eleitores com a imagem de credibilidade e confiabilidade. São esses os elementos que farão os indecisos tomarem suas decisões.

O autor é jornalista

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