Empresa que forneceu doses de vacina à Prefeitura de Porto Velho é alvo de operação

o Prefeito Hildon Chaves concede entrevista coletiva à imprensa para falar sobre o processo de compra das vacinas contra a Covid-19. O prefeito Hildon Chaves concede entrevista coletiva à imprensa para falar sobre o processo de compra das vacinas contra a Covid-19.

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REUTERS/Ueslei Marcelino

A empresa que ofereceu as doses da vacina de Oxford/AstraZeneca a Prefeitura de Porto Velho e outras 19 prefeituras do país é alvo de uma operação nesta quinta-feira (22) por suspeita de golpe.

Até o momento foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Pernambuco, expedidos pelo juiz Bruno Monteiro Ruliere, da 1ª Vara Criminal Especializada do Rio de Janeiro (RJ), na Operação Sine Die — sem data, em latim.

De acordo com a Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro do RJ, a Montserrat Consultoria, com sede em Recife (PE), afirmava ter um lote de meio bilhão de doses do imunizante, a US$ 7,90 (R$ 44) cada doses, porém jamais seriam entregues.

A operação policial foi antecipada para evitar que alguma negociação fosse realizada. Ainda não sabe se algum município chegou a pagar à organização.

O delegado Thales Nogueira disse que nas reuniões com os prefeitos, eles se passavam por representantes da Ecosafe Solutions, na Pensilvânia (EUA) alegando que essa empresa americana recebeu 500 milhões de doses por ter financiado os estudos da vacina.

Por meio de nota do laboratório AstraZeneca, todas as doses em produção estão destinadas a consórcios internacionais, como o Covax Facility, e contratos com países e enfatizou que não existe doses remanescentes para serem comercializadas.

Nesta quinta-feira (22), às 11h, no auditório da Prefeitura de Porto Velho, o prefeito Hildon Chaves concede entrevista coletiva à imprensa para falar sobre o processo de compra das vacinas contra a Covid-19.

Fonte: PF

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