PT e PSOL são os partidos mais rejeitados e odiados entre filiados, diz pesquisa

O PSL (25%) e o DEM (20%), que deram origem ao União Brasil, aparecem na lista entre os seis partidos mais rejeitados

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A pesquisa identificou os partidos mais rejeitados e odiados entre filiados e dirigentes partidários. Os resultados mostram que, embora o PT lidere com 34% de rejeição, seguido pelo PSOL, com 27%, o “engajamento pelo ódio” é um fenômeno mais amplo e não se restringe apenas ao antipetismo, afetando outras siglas de diferentes matizes políticas.

A conclusão é resultado de uma pesquisa realizada por cientistas políticos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade de São Paulo (USP).

“Com os resulta dos dos partidos mais odiados e rejeitados, percebemos que o engajamento pelo ódio se caracteriza como um processo que vai além do antipetismo.
Na verdade, identificamos uma disseminada rejeição a partidos de diferentes espectros”, disse Vinícius Alves, pesquisador da UFSCar e um dos coordenadores da pesquisa.

O PSL (25%) e o DEM (20%), que deram origem ao União Brasil, aparecem na lista entre os seis partidos mais rejeitados.

No entanto, o levantamento não captou a rejeição ao União Brasil, já que a fusão ocorreu recentemente, em meados de 2022, quando o levantamento já estava em andamento.
Assis pontua que a rejeição extrema entre os filiados transborda para além das relações
partidárias, influenciando, em certa medida, tanto o comportamento dos eleitores durante
as eleições quanto o funcionamento das próprias instituições e cargos que compõem o
sistema político brasileiro.

“Ao identificar o engajamento pelo ódio nos partidos políticos, podemos dizer que isso
também chegará aos eleitores. A animosidade que alcançou a Presidência com o ex-presi
dente Bolsonaro pode alcançar as prefeituras nas eleições municipais, por exemplo.”
O pesquisador destaca ainda que o ódio identificado na pesquisa corrói a democracia
brasileira, já que a arena política deixa de desempenhar seu papel fundamental de resolver
conflitos institucionais por meio do funcionamento dos partidos políticos.

Fonte: O Estado de São Paulo

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