Ponte Binacional vai permitir crescimento mútuo entre Brasil e Bolívia

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Projeto básico da ponte Binacional, em Guajará-Mirim, fronteira com a Bolíva. Foto: DNIT

A construção da ponte significa para os brasileiros a concretização do “Projeto Saída para o Pacífico” passando por território boliviano até alcançar portos chilenos, visando principalmente a exportação de produtos brasileiros

 A construção da Ponte Binacional na fronteira de Guayaramerín (Bolívia) e Guajará-Mirim (Brasil) vai permitir desenvolvimento mútuo entre os dois países. A afirmação é do embaixador boliviano em Brasília, Wilfredo Rojo Parada, que há dois anos atrás recebeu a incumbência de explicar melhor a geolocalização para a obra.

Ele explicou na época que há um ponto de confluência comercial estabelecido há décadas entre dois municípios que possuem várias afinidades, que são Guayaramerín (Bolívia) e Guajará-Mirim (Brasil). “As duas localidades aguardam esta ligação há muito tempo e já possuem uma infraestrutura importante que pode alavancar muito o desenvolvimento mútuo”, pontuou.

A obra prevê uma travessia com extensão de 1,22 quilômetros e largura de 17,3 metros. O valor estimado para construir a obra de arte especial, acessos e complexos de fronteira é R$ 430 milhões aproximadamente e o prazo para execução das obras é de 36 meses.

A construção da ponte significa para os brasileiros a concretização do “Projeto Saída para o Pacífico” passando por território boliviano até alcançar portos chilenos, visando principalmente a exportação de produtos brasileiros para outros continentes a custos bem mais compensatórios em relação aos custos de transportes que normalmente são cobrados quando esta mesma atividade é feita através de portos brasileiros, em função da distância. E para os bolivianos, significa a consolidação do Tratado de Petrópolis, que assegura à república da Bolívia, o acesso ao oceano atlântico por território brasileiro, através do porto de Porto Velho, na capital do estado de Rondônia.

O acesso no lado do Brasil, será a partir da margem do Rio Mamoré na cabeceira brasileira da ponte até a rótula na interseção com o acesso à ponte, no km 142,7 da BR-425/RO, com extensão aproximada de 3,7 quilômetros. Já o acesso no lado boliviano terá aproximadamente 6 quilômetros de extensão da cabeceira boliviana da ponte até a ligação julgada conveniente pelas autoridades bolivianas.

BR-425/RO – É uma rodovia de ligação, localizada na região noroeste do Estado de Rondônia, que conta com uma faixa de tráfego pavimentada por sentido, de cerca de 3,5 metros de largura e acostamentos de largura variável.  A rodovia que inicia no entroncamento com o km 937,6 da BR-364/RO em Abunã, se estende por 148,1 quilômetros até a fronteira Brasil/Bolívia, em Guajará-Mirim/RO, na margem direita do Rio Mamoré, ou seja, faz a ligação entre uma importante rodovia federal e a fronteira com a Bolívia. Ao longo da BR-425/RO existem duas travessias urbanas, sendo a primeira na sede do município de Nova Mamoré e a outra no fim do trecho, na sede municipal de Guajará-Mirim.

Fonte: Redação Valor&MercadoRO e DNIT

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