Ministério da Agricultura suspende exportações de carne para a China

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O Ministério da Agricultura determinou que frigoríficos que exportam carne bovina para China suspendam a produção específica para o país asiático. A decisão da pasta foi tomada nesta terça-feira, 19, através de um ofício-circular.

Nesta segunda-feira, a China completou 45 dias sem comprar a proteína bovina brasileira. A paralisação começou depois de uma decisão do governo brasileiro, que suspendeu as exportações depois da identificação de dois casos de encefalopatia espongiforme bovina, conhecido como “mal da vaca louca”, foram identificados em frigoríficos de Mato Grosso e Minas Gerais, no início  de setembro.

Os dois países têm um protocolo sanitário específico que exige a suspensão imediata das exportações de carne bovina nestes casos. No entanto, a interrupção é temporária e não costuma durar mais do que 15 dias. Mas, por enquanto, não existe uma data específica para a retomada das exportações.

Por conta da demora da China em autorizar a importação, o Mapa decidiu suspender a produção. Vale ressaltar, que o Brasil continua autorizado a vender a carne para outros países, inclusive para o mercado brasileiro.

Estoque

Em um ofício-circular enviado aos chefes dos Serviços de Inspeção de Produtos de Origem Animal, à Coordenação-Geral de Inspeção e à Coordenação-Geral de Controle e Avaliação do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, o Mapa também autorizou que os frigoríficos estoquem o produto parado em contêineres refrigerados.

“Autorizar, temporariamente, pelo período de 60 dias, que os fabricantes e fabricantes de carne bovina habilitados a exportar para a China realizem a estocagem de produtos bovinos congelados, fabricados anteriormente à suspensão da certificação sanitária internacional de produtos para a China em 4/9/2021 com destino a esse mercado, em contêineres dotados de equipamentos geradores de frio, nos pátios internos de habilitados à exportação para a China”, diz um trecho.

Os equipamentos devem possuir equipamentos para monitoramento contínuo. O documento também diz que informações sobre os produtos congelados devem ser devidos sempre que solicitados pelas autoridades.

 

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