Marcos Rogério lamenta habeas corpus concedido a governador do Amazonas para não depor

O vice-líder do Governo disse ainda que, sem a ida dos governadores à Comissão Parlamentar, a oposição se concentrará em temas que nada estão relacionados com o cerne da CPI

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O senador Marcos Rogério durante reunião da CPI da Covid

Vice-líder do Governo no Congresso, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) lamentou a decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, de conceder habeas corpus para o governador do Amazonas, Wilson Lima, não comparecer à CPI da Covid, nesta quinta-feira (10). Para o parlamentar, que é autor do requerimento de convocação de Lima, além de dúbia, a sentença de Rosa Weber atrapalha as investigações dos fatos e dificulta conhecer o caminho dos recursos federais repassados aos estados e municípios para o combate da pandemia da Covid-19.

“Lamento a decisão porque ela é, no mínimo, dúbia. Não quero tecer quanto ao mérito da decisão da ministra, por quem tenho respeito, mas o STF não concedeu habeas corpus para o ex-ministro Pazuello não vir à CPI. Não lhe deu a faculdade de não comparecer aqui, mas somente de ficar em silêncio, em caso de pergunta que pudesse incriminá-lo”, esclareceu Marcos Rogério. O vice-líder do Governo disse ainda que, sem a ida dos governadores à Comissão Parlamentar, a oposição se concentrará em temas que nada estão relacionados com o cerne da CPI. “Sem a vinda dos governadores, vamos trabalhar com temas quentes: cloroquina, carta da Pfizer, Gabinete Paralelo, Copa América e, agora, passeio de moto”, criticou.

O senador reforçou o compromisso do Governo Federal de apoiar o esclarecimento dos fatos uma vez que todos os seus representantes e ex-representantes estiveram na CPI para responder os questionamentos dos senadores. “Pela primeira vez, temos um Governo federal que quer a investigação, que não se opõe a esclarecer o que aconteceu dentro dele. Até agora, nenhum membro do Governo se negou a vir. Todos que vieram, e mesmo tendo direito de permanecer em silêncio, falaram. Agora, um governador acusado de crimes gravíssimos, como o de Amazonas, tem a escolha de não vir. Uma pena. Hoje, seria uma grande oportunidade de o governador responder por que comprou respirador de uma empresa de vinhos”, lamentou.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), anunciou que recorrerá da decisão da ministra do STF.

Fonte: Assessoria

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