Governo traça plano de ação para enfrentar eventual crise hídrica

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Seca no Madeira afetou navegação no rio em 2023. Foto Defesa Civil

O Comitê de Crise Hídrica do estado de Rondônia realizou nesta segunda-feira (11.03), um encontro com representantes do Tribunal de Justiça (TJRO), Ministério Público (MP-RO), Defensoria Pública (DPE-RO) e Tribunal de Contas (TCE-RO) para a apresentação formal da situação hidrometeorológica de todo o território rondoniense.

O encontro serviu para apresentar o plano de ações que o Executivo desenvolveu para enfrentar possíveis problemas decorrentes de uma seca intensa, que pode afetar diversas regiões.

Com menos chuva nessa época do ano, os rios, mananciais e reservatórios não ficam cheios por completo, gerando um consumo mais rápido no período de estiagem, podendo dificultar o fornecimento de água em algumas regiões.

Os órgãos-membros do comitê ficaram cientes sobre as primeiras estratégias adotadas pelo Governo de Rondônia, que têm se antecipado e está organizado por meio de um plano de ação para enfrentar a possibilidade de seca intensa e eventual dificuldade de fornecimento de água à população.

Unidades municipais da Defesa Civil

Uma das primeiras medidas é a criação de unidades municipais de Defesa Civil. De acordo com o  comandante-geral do Corpo de Bombeiros e coordenador do Comitê de Crise Hídrica, coronel Nivaldo de Azevedo, a criação dessas unidades é primordial porque, segundo ele, é através da Defesa Civil, que os municípios começam a executar os planos de ação municipal em se tratando de problemas climáticos.

Outra medida, que vem da Sedam é a fiscalização intensa para combater as queimadas em todo o Estado. O órgão tem como objetivo, aumentar o volume de fiscalização para eliminar as queimadas no período de seca.

O promotor de justiça do Ministério Público, Pablo Viscardi elogiou o posicionamento do Governo em se antecipar e preparar toda estrutura do Executivo de modo que o Poder Público consiga mitigar os efeitos que uma possível seca possa causar à sociedade. “Todo esse planejamento está sendo construído com base em dados científicos e isso é fantástico porque eu sei que vai gerar ações específicas lá na ponta, para as pessoas”, observou.

O promotor de justiça concordou com o Governo quanto à necessidade de mobilizar os municípios, de modo que cada qual à sua maneira, dentro das suas realidades, possam se mobilizar para atender de fato a população.

“O cenário de crise existe, mas temos mentes capazes de criar um planejamento e uma estrutura eficiente para lidar com a situação. A primeira resposta em se tratando de crise é por parte do município, por isso é importante que eles estejam engajados neste planejamento”, pontuou.

Fonte: Secom

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