Câmara Setorial da Construção será espaço para diálogo

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A instalação da Câmara Setorial da Construção de Rondônia com a presença de representantes da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), dos Sindicatos das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon-RO e Sinduscon-PVH), da Indústria Pesada (Sinicon), Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sticcero), centrais, sindicais, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho, ocorreu nesta quarta-feira, 26, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Porto Velho.

O evento, que teve a participação de empresários, entidades e autoridades ligados ao segmento, dentre eles, o auditor-fiscal do Trabalho, Rubens Patruni, que abordou temáticas importantes, a exemplo das Normas Regulamentadoras 01 e 18, modalidades de contratação, e-Social, e outras questões pertinentes ao setor que em envolvem à segurança e saúde do trabalhador.

Marcos Pires, que responde pela vice-presidência do Sinduscon de Porto Velho, acredita que estas orientações, principalmente ligadas à NR 1 e NR 18 da construção civil, normas que visam à saúde dos trabalhadores, servem de alerta para que as empresas incluam no custo das obras todo o investimento voltado ao bem-estar e segurança dos seus funcionários. “É necessário que empresas de todos os portes adequem custo da obra ao cumprimento das normas”, afirma.

A presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Elzilene do Nascimento Pereira, falou em nome dos trabalhadores e vê na criação da câmara setorial, que congrega os representantes governamentais, patronais e dos trabalhadores, como uma vitória, pois será um espaço de diálogo sobre as questões que envolvem a segurança, a fim que se evite acidentes durante o trabalho e possíveis doenças ocupacionais. “Por outro lado, o trabalhador também tem ciência da importância de estar protegido durante suas atividades laborais”, diz.

Já o auditor fiscal da Superintendência Regional do Trabalho em Rondônia (SRTb-RO), Juscelino Durgo, acredita que o ambiente é favorável para debater quanto ao nivelamento das empresas na aplicação das NR 1 e NR 18 e na questão da formalidade dos empregos no setor. “O objetivo principal é conscientizar as empresas de que investir em segurança é sinônimo de redução de acidentes de trabalho. Já do lado do trabalhador, se deseja que ele se sinta mais seguro para desempenhar suas atividades”, explica.

O Ministério do Trabalho também vai agir para garantir uma padronização entre as empresas a fim de corrigir distorções de investimentos por parte das contratantes. “O que queremos evitar, é a concorrência desleal por parte daqueles em que não têm essa preocupação e não promovem investimentos em segurança no ambiente laboral”, pondera Juscelino Durgo.

Fonte: Fiero

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