Altas temperaturas comprometem produção de milho e soja em Rondônia

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Produção de milho no espaço da Rondônia Rural Show, em Ji-Paraná. Foto Daiane Mendonça (SECOM)

Dados alarmantes relacionados ao plantio de larga escala (notadamente soja e milho) nas lavouras rondonienses. De acordo com as previsões destacadas pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), a queda na produção total juntando as duas culturas, será de aproximadamente 60% de toda área plantada. As informações são do governo de Rondônia e foram apresentadas ao comitê de crise hídrica.

Isso acontece por conta do forte “estresse hídrico” e altas temperaturas pelas quais a região Norte está passando, fato que ocasiona queda de produtividade e estreitamento de janelas de cultivo.

Se analisadas as culturas individualmente, o pior cenário é o da produção de milho. Com as alterações impostas pelo “El niño” às janelas de cultivo, o produtor da região do Cone Sul do Estado terá somente cinco meses para as duas safras, enquanto no restante do Estado serão apenas quatro meses de janela, fato que impossibilita o plantio da segunda safra.

Com essa previsão, a maioria dos produtores consultados em pesquisas que endossam o relatório da Idaron, decidiu optar pelo plantio da safra com soja, alegando menor risco em relação ao milho, não havendo portanto, janela para o plantio de milho no Estado. A previsão da Idaron é de que haja uma queda de aproximadamente 90% da área plantada de milho na safra 2023/2024, ou seja, o desequilíbrio climático praticamente acabou com a safra de milho rondoniense.

 

Fonte: Valor & Mercado e Secom

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