Presidido pelo ex-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, o União Brasil pode enfrentar desafios na composição de nomes e grupos políticos na disputa por vagas na Câmara Federal. A legenda partidária pode sofrer uma debandada de prefeitos e vereadores nos próximos dias. A primeira baixa da legenda foi a saída do governador Marcos Rocha na semana passada.
Com a saída de Rocha e a intenção de concluir seu mandato, o União Brasil vai perdendo espaço dentro da gestão Estadual. No ano passado, o governador Marcos Rocha, filiado ao agora no PSD, fez mudanças profundas na gestão, com a exonerações de assessores ligados ao grupo político liderado pelos irmãos Gonçalves. O PSD trabalha para eleger deputados federais (no mínimo 3 e 1 senador).
Na eleição passada, o União Brasil, com a força da máquina administrativa, elegeu a maior bancada de deputados federais. O puxador de votos, Fernando Máximo (85.604 votos), ex-secretário de Saúde do Estado, é pré-candidato ao Senado. Os votos obtidos por Máximo beneficiaram a legenda no quociente partidário – a lgenda que fez quatro deputados e ainda conseguiu eleger o ex-deputado José Clemente, o popular Lebrão, que obteve 12.607 votos.
É possível que Maurício Carvalho se torne um puxador de votos, mas muitos políticos temem entrar no União Brasil para servir de base da reeleição do atual parlamentar. Maurício obteve 32.637 votos e a Cristiane Lopes 22.806 votos, esta última com cargos hoje na gestão Marcos Rocha.
Fonte: Redação Valor&MercadoRO








