Três aeroportos de Rondônia não recebem voos por falta de cerca de proteção

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Está no município de Cacoal, a Capital do Café, a maior pista de pouso e decolagem de aeronaves.

Da reportagem local – Os aeroportos dos municípios de  Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena, no sul de Rondônia, tiveram a suspensão de voos da empresa Azul devido à pandemia da Covid-19, mas o maior problema, segundo apurou o site valoremercadoRO, é a falta de uma cerca de proteção, uma exigência das empresas por questões de segurança dos passageiros. Isso significa que passageiros, ao longo dos últimos meses, estavam correndo risco de vida em função da falta dessa proteção. Os voos foram suspensos desde março.

Na última quinta-feira, uma equipe do governo do Estado esteve no município de Vilhena, para discutir o projeto de construção da cerca de proteção, cuja finalidade é evitar que animais invadam a pista, comprometendo a segurança na autorização de pousos e decolagens.

No encontro, que contou a presença do vice-governador José Jordão, foram apontados três pendências para que as operações de voo voltem a acontecer no aeroporto local:  construção da cerca operacional, com o padrão da ICAO (Organização da Aviação Civil Internacional), melhoria no piso do estacionamento das aeronaves e  melhoria do balizamento da pista de pouso e decolagem.

O diretor-geral do DER, Elias Rezende, disse durante a reunião que o valor do projeto da cerca com mureta e arame trançado envolvendo toda a área do aeroporto gira em torno de R$ 1,4 milhão. “Vamos ter que agilizar as pendências no projeto  e consequentemente conseguir aprovação deste, que encontra-se na SAC (Secretaria de Aviação Civil), do Ministério de Infraestrutura. A Azul afirma que a cerca operacional é fundamental para o retorno dos voos”, aponta Elias.

O projeto para a instalação da cerca operacional ICAO, foi protocolado  na SAC em outubro de 2019. Em março deste ano a SAC devolveu o projeto para o DER com duas pendências, sendo as mesmas  solucionadas na sequência. Reenviado à Secretaria, o projeto foi devolvido em maio, com novos pedidos de adequações, que estão sendo solucionadas pela equipe de engenharia do DER para novo encaminhamento ao Ministério.

O projeto da cerca é o principal problema a ser resolvido no local. “Após a aprovação do projeto e as obras sendo concluídas, os voos retornarão. Sobre as demais obras, como a da reforma do pátio, o DER iniciará as obras na primeira semana de julho. Unindo forças faremos nosso aeroporto a cumprir as normas de segurança e voltar a ser operacional”, conclui.

Os deputados Luizinho Goebel e Rosângela Donadon, juntamente com o vice-governador do Zé Jodan, delimitaram que uma pessoa seja nomeada no DER apenas para trabalhar nestes problemas do aeroporto e que este imbróglio seja resolvido. As autoridades destacaram que sete municípios do Cone Sul, além de municípios do Mato Grosso, dependem do aeroporto e estarão empenhados para trazer o recurso para Vilhena o mais breve possível.

O secretário de planejamento de Vilhena, Ricardo Zancan, aponta que novos projetos para a melhoria do aeroporto, como o do alargamento das pistas, equipamentos de navegação aérea e a construção de um novo terminal de embarque estão no planejamento “Há fundos que são destinados pelas companhias aéreas para o investimento em aeroportos que poderemos acessar. Pedimos ajuda do DER e do Governo para que elaboremos juntos os projetos a fim de conseguir recursos para melhorar a capacidade do nosso aeroporto”, destaca Ricardo.

Cacoal

Inaugurado em 2010, o aeroporto de Cacoal é um dos mais estruturados do Estado, mas também está impedido de receber voos em função da cerca de proteção. A pista mede mais de 2 mil e 100 metros – a maior do que a pista do aeroporto de Congonhas (SP), que mede 1 mil e 700 metros.

  • Com informações da Prefeitura de Vilhena

 

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