Teto dos gastos: Bolsonaro tem o controle da maioria da bancada federal de Rondônia

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Sessão plenária da Câmara Federal que aprovou as novas regras para licenciamento

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem o controle da maioria da bancada federal de Rondônia na Câmara Federal. A aprovação da PEC que limita despesas anuais com precários, na madrugada desta quinta-feira (4), serviu para mostrar que a maioria dos parlamentares de Rondônia segue o presidente em projetos de interesse do Palácio do Planalto.

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), afirmou hoje que a votação do segundo turno da PEC 23/21 deve ocorrer na próxima terça-feira (9), a partir das 9h.

Os aliados do presidente

O coordenador da bancada federal de Rondônia, deputado Lúcio Mosquini (MDB), é aliado de primeira hora de Bolsonaro, apesar do seu partido ser oposição ao governo. Sua fidelidade ao presidente rendeu o cargo de vice-líder do governo na Câmara Federal.

Coronel Crisóstomo (PSL) é amigo do presidente e tem o apoio de Jair Bolsonaro para representá-lo em eventos no estado. Expedito Neto (PSD) é filho do ex-senador Expedito Júnior. Com apoio de seu pai e de aliados do governo, Neto conseguiu um cargo na Mesa Diretora da Câmara.

Pré-candidata ao Senado Federal, Jaqueline Cassol (PP) sonha todos os dias com a filiação de Jair Bolsonaro no PP, legenda na qual presidente no Estado. A parlamentar teria o apoio de Bolsonaro para disputar a única vaga ao Senado nas eleições de 2022.

A supresa na votação da PEC dos precatórios foi a deputada Silvia Cristina, que é filiada ao PDT, partido crítico do presidente Jair Bolsonaro. Além de Silvia, pelo menos cinco parlamentares da legenda votaram favorável ao projeto do teto dos gastos, contrariando recomendação do partido.

Os únicos parlamentares que votaram contra a proposta que muda a forma de calcular o teto de gastos foram os deputados Leo Moraes (PODEMOS) e Mauro Nazif (PSB).

Matéria publicada nesta quinta-feira pelo jornal O Globo revela que a oferta por voto na PEC dos Precatórios chegou a R$ 15 milhões, mas deputados não podem ver a cor do dinheiro.

Na reta final do prazo para empenho de emendas ao orçamento, a maioria dos congressistas corre contra o tempo para liberar recursos para o próximo ano eleitoral.

Fonte: Redação

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