O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) realizou neste domingo (21.09.25) mais uma etapa das Fiscalizações Permanentes na Saúde, com visitas a três unidades geridas pelo Estado: Hospital Infantil Cosme e Damião, Assistência Médica Intensiva (AMI) e Hospital de Base (HB).
No Hospital de Base, as fiscalizações ocorreram na enfermaria do Centro Obstétrico e no Berçário, onde foram identificadas falhas críticas.
A ausência da escala de plantão e o número insuficiente de profissionais comprometem a organização dos serviços e a resposta às demandas dos pacientes.
A infraestrutura também preocupa: há infiltrações, rachaduras e improvisações, além de falhas em equipamentos essenciais.
A falta de insumos básicos, como luvas e seringas, compromete o cuidado com os pacientes e dificulta o trabalho dos profissionais de saúde.
A fisioterapeuta Ana Clécia reforçou a importância da fiscalização.
“Concordo com a fiscalização do TCE-RO para que mantenha tudo em ordem”, comentou.
AVANÇOS NA AMI APÓS ATUAÇÃO DO TCE-RO
Na AMI, a fiscalização já começa a mostrar resultados. Um dos principais avanços foi a correção da divisão inadequada no necrotério hospitalar. O local passou por reforma e pintura, melhorando as condições de conservação e respeito aos pacientes e familiares.
Também foram disponibilizados insumos básicos como toucas, gazes, compressas, aventais e luvas, materiais essenciais para o trabalho dos profissionais de saúde e que estavam em falta.
A coordenadora adjunta da unidade, Midiã Quirino Roberto Rodrigues, destacou a importância da ação.
DESAFIOS NO HOSPITAL COSME E DAMIÃO
No Hospital Infantil Cosme e Damião, a fiscalização identificou avanços importantes e também apontou pendências.
Entre as melhorias, foi constatado que há ventiladores mecânicos suficientes para a capacidade de leitos da UTI. A manutenção dos equipamentos está ativa, com relatos positivos dos profissionais.
Durante a visita, não foi observada superlotação nos corredores. Também foi resolvido o problema de goteiras em uma das enfermarias.
Porém, desafios persistem. A principal queixa é a deficiência de pessoal. A unidade opera com número insuficiente de profissionais, o que gera pressão, dificuldade para planejar escalas e necessidade constante de plantões extras.
Sobre a atuação do TCE-RO, a fisioterapeuta Hismaylla Julien destacou o espaço de escuta
Fonte: TCERO e Valor&MercadoRO








