Sob comando de Marcos Rocha, PSD deve ter palanque neutro na eleição presidencial

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Primeiro encontro de Expedito Júnior, e Marcos Rocha, após as eleições de 2018. Foto: Divulgação.

O PSD, partido da base de apoio do governo federal, deve se manter neutro na eleição presidencial em Rondônia. O PSD se prepara para receber receber nos próximos dias a filiação do governador Marcos Rocha, que deixa o União Brasil e terá a missão de conduzir o Diretório Regional da sigla nas eleições de 2026, conforme antecipou o site.

Nesse sentido, o destino desse caminho político sob o comando de Marcos Rocha na nova sigla partidária ficou bem nítido durante as duas últimas entrevistas concedidas à imprensa na última semana. Rocha deixou bem claro ser amigo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e, durante as entrevistas, mas não citou as ações do governo federal em solo rondoniense.

Sobre o processo político regional, Rocha reforçou que não tem intenção de disputar o Senado Federal e está aproveitando as entrevistas à imprensa para falar das ações de governo e o que pretende entregar um novo hospital à população.

O PSD terá como pré-candidato ao governo o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, que está nos segundo mandato. No cargo de vice-governador na chapa, o partido trabalha o nome do empresário e apresentador de TV, Everton Leoni. No entanto, as indicações devem acontecer somente no mês de maio.

Prefeito de Cacoal, Adailton Fúria. Foto: Divulgação

O ex-senador Expedito Júnior, presidente regional da legenda no Estado, é um dos responsáveis pelo ingresso de Marcos Rocha ao partido. Na eleição passada, o PSD, sob comando de Júnior, elegeu seis prefeitos e mais de 40 vereadores. Na Assembleia Legislativa, o partido tem dois deputados estaduais.

Filiado agora ao PT, Expedito Netto é secretário executivo do Ministério da Pesca, pasta comandada pelo PSD. 

No governo federal, o PSD tem o ex-deputado federal Expedito Netto, filho de Expedito Júnior, no cargo de secretário executivo do Ministério da Pesca. Na semana passada, Netto deixou a legenda e ingressou no PT para disputar o governo de Rondônia. Netto, quando deputado federal, votou pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ainda não se sabe se Neto vai continuar como secretário executivo, já que o cargo foi indicação do PSD.

Fonte: Valor&MercadoRO

Texto: Marcelo Freire

 

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