Sérgio Gonçalves assume governo do Estado nesta terça-feira

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Sérgio Gonçalves, vice-governador eleito, e o governador reeleito Marcos Rocha

O vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil) assume, na tarde desta terça-feira (03.02.26), o comando do Estado. A mudança ocorre em função da viagem do governador Marcos Rocha (PSD), nesta terça-feira, a Bolívia, ocasião em que participará, no período de 3 a 7 deste mês, do encontro sobre Corredor Bioceânico.

É a primeira vez que Sérgio Gonçalves assume o Estado em 2026. No ano passado, o vice-governador entrou na Justiça para barrar Proposta de Emenda à Constituição (PEC) autorizando o governo do Estado governar de forma remota. A PEC foi julgada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça de Rondônia, e abriu um distanciamento entre Marcos Rocha e Sérgio Gonçalves.

A PEC foi aprovada pela Assembleia Legislativa no ano passado e, no dia 3 de novembro de 2025, foi declarada inconstitucional, por 12 votos, pelo Pleno do TJ. Ao tomar conhecimento do resultado, o presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano (Republicanos), e a Procuradoria do Estado, recorreram da decisão por meio de embargos de declaração em direta de inconstitucionalidade. Na manhã de ontem (02.03.26), o Pleno do Tribunal de Justiça manteve a decisão, por unanimidade, a inconstitucionalidade da PEC.

Ao noticiar, nesta terça-feira, na tribuna da Assembleia Legislativa, da viagem institucional do governador Marcos Rocha à Bolívia, o deputado estadual Rodrigo Camargo (Republicamos), disse que vai despachar, nesta quarta-feira, com o vice-governador Sérgio Gonçaves, e entregar pedido de informações sobre todas as viagens realizadas pelo governador Marcos Rocha em 2018.

“Quero saber as justificativas das notas e saber quanto ele recebeu de diárias, bem como a base que ele usou para viagens internacionais”, disse Camargo, acrescentando que existe um decreto governamental colocando sigilo nas viagens do governador.

 

Sobre o Corredor Bioceânico
O projeto do Corredor Bioceânico está em pleno andamento na região, com foco em integração entre Brasil, Bolívia, Paraguai, Chile, Peru e Argentina, visando conectar o Atlântico ao Pacífico para facilitar logística, exportações e comércio.
Fonte: Valor&MercadoRO
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