Sensação de proteção pode levar população jovem a maior contaminação

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SOLANO FERREIRA

A demora do Pais de controlar a pandemia vem gerando um efeito perigoso e arriscado para novas ondas da doença covid-19. Conforme as notícias distorcidas avançam, criam a falsa sensação de proteção, principalmente entre crianças e adolescentes, grupos esses que estavam excluídos nas primeiras ondas de contaminação. Com a imunização de pessoas mais idosas e possuidoras de comorbidades, a sensação de que a doença não existe mais, vem fazendo com os mais jovens abandonem os cuidados epidemiológicos e submetam ao risco maior.

As previsões para as próximas onde devem atingir mais a população jovial que está esbaldando das baladas, nas escolas, nos clubes, enfim, onde mais é possível aglomerar. Com o comportamento desafiador, típico da faixa etária, o descuido cresce e a exposição ao víris torna maior. Especialistas temem que esse novo grupo de risco possa lotar unidades hospitalares em breve. Outro fator apontado é que, essa faixa etária mais jovem, foi a menos impactada nas primeiras ondas. Isso gera a falsa sensação de proteção e a adesão às medidas de proteção são abandonadas.

A semana passada encerrou com 22,3% da população rondoniense vacinada com a 1ª dose e 8,09% da população teria recebido a segunda dose. Com essa média de imunização populacional, considerando que Rondônia tem quase 1,8 milhão de habitantes, ainda estamos longe de um controle sanitário eficaz e, qualquer flexibilização juntada com a falsa sensação de proteção coloca em risco até quem já recebeu vacinas, uma vez que, a eficácia não é 100% para nenhum dos imunizantes.

Quanto mais atropelo na condução da pandemia, maiores serão as consequências à saúde pública, à economia e bem comum. Os gestores precisam mantem todas ações planejadas e ampliar os quantitativos urgente e, ao mesmo tempo, alinhar a comunicação de forma a manter o alerta da população, direcionando suas mídias para todos os tipos de públicos com as devidas linguagens acessíveis.

O autor é Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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