Os estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Alagoas, Rio Grande do Sul, Acre e Tocantins, além do Distrito Federal, que iniciaram em 2026 com disponibilidade de caixa insuficiente para cobrir dívidas antigas e novas despesas. Os dados constam no Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do último quadrimestre de 2025, encaminhado ao Tesouro Nacional.
Rondônia, segundo o relatório, tem em caixa disponível R$ 639 milhões – disponibilidade de caixa líquida (após a inscrição em restos a pagar não processados do exercício), total de recursos não vinculados. Já Roraima, tem disponível R$ 390,42 milhões, enquanto que o Amazonas R$ 676 milhões.
Entre os entes federativos, Minas Gerais apresenta a situação mais crítica, com caixa negativo de R$ 11,3 bilhões. O governador Romeu Zema (Novo) afirma ter herdado um Estado “quebrado” e aposta no Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag) para reorganizar as finanças.

No Rio Grande do Norte, o déficit alcança R$ 3 bilhões. O estado também ultrapassou o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com gastos de pessoal, comprometendo 56,41% da receita corrente líquida com a folha de pagamento.
Já no Distrito Federal, a disponibilidade financeira ficou negativa em R$ 876,6 milhões. O governador Ibaneis Rocha (MDB) avalia a possibilidade de aportes no Banco de Brasília (BRB) para equilibrar o orçamento, medida que pode ampliar a pressão fiscal. Em Alagoas, o resultado negativo está ligado à reestruturação de dívida com o Banco Mundial. Rio Grande do Sul e Tocantins registram cenário semelhante, mas, segundo os relatórios, sem impactos imediatos sobre serviços essenciais.
Fonte: Redação Valor&MercadoRO e O Estado de São Paulo








