Saneamento Básico: Porto Velho tem 77,68% de perda de água tratada, aponta estudo

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Funcionários da Caerd trabalham na recuperação de uma adutora no bairro da Zona Leste de Porto Velho. Foto Roni Carvalho/Diário da Amazônia

Da reportagem local – O município de Porto Velho, capital de Rondônia, tem 77,68% do índice de perda de água tratada. Trata-se do maior índice da região Norte, que é de 55,53%. É o que aponta estudo realizado este ano pela prefeitura de Porto Velho e faz parte do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), apresentado recentemente em audiência pública virtual.

De acordo com o estudo, os índices revelam que a cada 100 litros tratados pela Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd), 70 litros se perdem na produção. O estudo mostra ainda que 60% da população consome água por meio de poços artesianos, semiartesianos e nascentes, o que aumentam os riscos de doenças e contribuem para a superlotação nas unidades de saúde.

Situação é mais crítica nos distritos de Porto Velho. O estudo revelou que nos distritos de Nova Califórnia, Vista Alegre do Abunã, União Bandeirantes, Nazaré e Demarcação não existe um controle da qualidade da água que é consumida pela população, oferecendo um grande risco à saúde dos moradores.

Em Fortaleza do Abunã, a situação é bem complicada. O estudo constatou problemas nas unidades de tratamento, em especial na unidade de desinfeção. Em Abunã, existem problemas na capacidade de reservação e na localidade de Calama a descontinuidade no abastecimento dos bairros do distrito. Isso significa que existe um rodízio na distribuição da água.

O Plano Municipal de Saneamento Básico

O PMSB foi construído através da Prefeitura de Porto Velho e do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), que celebraram termo de Contrato para a devida assessoria técnica na elaboração do mesmo.

A Secretaria Municipal de Integração informou que foram estudadas as demandas dos quatro componentes do saneamento básico (água potável, esgotamento sanitário, drenagem urbana e coleta e gestão de resíduos sólido) no horizonte temporal de 20 anos, bem como indicada a projeção dos investimentos necessários e dos aspectos relativos à segurança institucional e jurídica para o setor.

Para a consolidação do documento, foi promovida ampla participação social, por meio da realização de reuniões setoriais e uma audiência pública, o que permitiu avançar nas discussões iniciadas no diagnóstico e possibilitar que a população expusesse seus anseios e expectativas sobre os serviços de saneamento do Município.

O diagnóstico e o prognóstico subsidiarão as etapas seguintes dos trabalhos, que consistirá na formulação dos programas, projetos e ações, definindo a hierarquização das áreas de intervenção, fixando as metas para os avanços necessários em toda a questão sanitária da capital.

Com o PMSB, segundo a Semi, dará início a um grande salto no desenvolvimento da cidade. A ideia é garantir o acesso da população à água potável com qualidade e quantidade, fomentar a universalização do sistema de esgotamento sanitário, implantar, ampliar e melhorar a infraestrutura para coleta e tratamento de esgoto garantindo a qualidade ambiental como condição essencial para a promoção e melhoria da saúde coletiva.

Outra proposta é ampliar os serviços de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos com qualidade, regularidade e minimização de custos operacionais, buscando a universalização, para todos distritos e um nível razoável de atendimento com sistemas e serviços de saneamento.

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Fonte: Valoremercadoro

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