Saiba quem é Alessandro Stefanutto, preso hoje pela PF

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Ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. (Foto: Reprodução/TV Senado)

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (13) o ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Alessandro Stefanutto, em decorrência de um novo desdobramento da operação “Sem Desconto”, que investiga o roubo contra aposentados e pensionistas do órgão federal.

Escolhido por Lula (PT), Stefanutto ficou no cargo de presidente até abril de 2025, sendo afastado e logo depois exonerado.

A PF apura há meses a gatunagem feita em descontos nas mensalidades associativas aplicados sobre os benefícios previdenciários. Ele também já prestou depoimento na CPMI do INSS, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), junto ao relator Alfredo Gaspar (União-AL).

No depoimento, o ex-presidente do instituto defendeu sua atuação enquanto esteve no cargo e afirmou ter tomado “muitas providências”, mas que talvez não tenha atendido ao que a “CGU (Controladoria-Geral da União) queria”.

Questionado sobre o porquê de não ter decidido por uma suspensão cautelar das entidades investigadas, Stefanutto frisou que o regime constitucional exige ampla defesa e contraditório.

“A gente não pode, porque gosta, porque não gosta, antes de apurar e ouvir as partes, tomar uma decisão precipitada. Isso não combina com a Constituição de 88”, defendeu.

Durante operação em abril deste ano, agentes cumpriram busca e apreensão contra Stefanutto em seu apartamento, em Brasília, e na sua sala na sede do INSS. A investigação da PF aponta que ele foi omisso ao deixar descontos ilegais contra aposentados ocorrerem durante sua gestão por meio de associações.

Quem é Alessandro Stefanutto?

Alessandro Antônio Stefanutto se formou em direito pela faculdade Mackenzie e é pós-graduado em Gestão de Projetos, sendo também especialista em Mediação e Arbitragem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Stefanutto também é mestre em Gestão e Sistemas de Seguridade Social pela Universidade de Alcalá em Madrid (Espanha).

Fonte: Diário do Poder

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