Rondônia e mais 4 estados tem as menores taxas de pessoas trabalhando no setor cultural

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O conjunto de ocupados no setor cultural a partir da PNAD Contínua, que capta o trabalho formal e o informal, foi de 4,8 milhões de pessoas, ou 5,6% do total de ocupados no Brasil em 2020. Houve queda de 11,2% em relação a 2019, quando o setor ocupava 5,5 milhões de pessoas e representava 5,8% do total de trabalhadores do país. A pandemia provocou uma queda de 8,7% do total de postos de trabalho (de 95,0 milhões para 86,7 milhões de pessoas). As informações são do IBGE

São Paulo (7,5%), Rio de Janeiro (7,0%) e Rio Grande do Norte (6,7%) apresentaram os maiores percentuais de pessoas trabalhando no setor cultural. As menores taxas foram de Tocantins (2,7%), Acre (2,8%), Rondônia (3,1%), Amapá (3,1%) e Roraima (3,1%).

Em Porto Velho, capital de Rondônia, uma das festas mais tradicionais é o arraial Flor do Maracujá. O evento cultural movimentou milhões de recursos nos anos anteriores à pandemia. Em Guajará-Mirim, na fronteira do Brasil com a Bolívia, existe o tradicional Duelo na Fronteira, que também foi impactado com a Covid-19.

Em 2020, para a totalidade dos trabalhadores, 22,6% tinham nível superior completo, enquanto, no setor cultural, a proporção era de 30,9%. A participação das mulheres no setor cultural aumentou em 3,1 p.p. desde 2014, atingindo 49,5% das pessoas ocupadas. Na cultura, 43,8% dos ocupados eram de cor ou raça preta ou parda, enquanto, no geral, o percentual era de 53,5%. Entre 2019 e 2020, houve uma queda de participação das pessoas pretas ou pardas em todos os setores, pois estas foram as mais afetadas pela pandemia.

Fonte: IBGE

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