Queimadas podem agravar casos de coronavírus em Rondônia

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Da reportagem local

O aumento de queimadas em Rondônia pode agravar ainda mais os casos de coronavirus em Rondônia. Uma determinação do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia foi expedita ao secretário de Saúde do Estado, Fernando Máximo, e à Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sedam), cobrando um plano de ação do Estado no combate às queimadas e desmatamento no Estado.

O conselheiro do TCE, Benedito Antônio Alves, teme uma propagação do Covid-19 durante o período da estiagem, quando o número de focos de incêndio aumenta, complicando a qualidade do ar no Estado.  “A  postergação das providências saneadoras podem causar prejuízos irreparáveis ao patrimônio ambiental, à economia local e à saúde pública, inclusive, intensificar os casos de Covid-19”, diz o conselheiro.

“Diante do perigo iminente de ocorrer a intensificação dos casos de Covid-19 ante a poluição do ar que normalmente já provocam doenças respiratórias, cabe aos órgãos e autoridades competentes ambientais e sanitárias o dever de adotarem as medidas necessárias visando obstar quaisquer ações que venham a provocar queimadas, ainda alertar a população, com a urgência que o caso requer, por meio de mídias o bastante, sobre os riscos de se atear fogo em fundos e frentes de quintais gerando fumaça, incomodando os vizinhos com a poluição do ar, bem como compelindo os proprietários dos imóveis lindeiros a denunciarem sob pena de responderem por omissão, pois além de ser danosa à saúde é criminosa a prática de realizar queimadas, mesmo que seja em quintal de propriedade particular, pois constitui ato proibido pelo Código de Postura do respectivos Municípios”, explicou.

Segundo apurou a reportagem do site ValoremercadoRO, no  Estado de Rondônia, os municípios críticos são Porto Velho, Candeias do Jamari e Cujubim; o Assentamento com maior índice é o PAD Marechal Dutra; as Unidades de Conservação que registraram maiores índices de desmatamento foram a Florex Rio Preto-Jacundá, Resex Jaci Paraná  e Resex Rio Preto-Jacundá; a Terra Indígena mais afetada foi a Karipuna.

O conselheiro ressalta que é dever de todos, em especial nesse momento de calamidade pública decorrente da Pandemia por COVID-19, dispor de medidas a fim de prevenir o agravamento da doença, e de outras enfermidades respiratórias.

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