Uma crise institucional sem precedentes atingiu o Ministério Público do Maranhão neste fim de semana. Promotores de Justiça que integram o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) formalizaram pedido de exoneração coletiva das funções no órgão após discordarem do posicionamento da Procuradoria-Geral de Justiça favorável à soltura de investigados presos na Operação Tântalo II.
O pedido foi encaminhado nesse domingo (11/1) ao procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, e é assinado por 10 promotores que atuam nos núcleos de São Luís, Imperatriz e Timon.
No documento, o grupo afirma que a manifestação da chefia institucional contraria frontalmente a análise técnica construída ao longo da investigação, que apura o desvio de cerca de R$ 56 milhões em recursos públicos no município de Turilândia, no interior do estado.
Segundo os promotores, as prisões preventivas foram decretadas com base em provas consideradas consistentes pelo Judiciário e tinham como objetivo preservar a investigação, impedir a reiteração criminosa e evitar interferências políticas no curso do processo.
Para eles, o parecer da Procuradoria-Geral fragiliza o combate ao crime organizado e compromete a credibilidade de apurações complexas conduzidas pelo Ministério Público.
No texto, os integrantes do Gaeco afirmam que a divergência tornou insustentável a permanência no grupo.
Fonte: Metrópoles
Texto: Mirelle Pinheiro








