Proibidos de fazer greve, profissionais da saúde protestam em carreata

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Profissionais da saúde em ato simbólico representando o enterro da saúde no estado / Foto: Larina Rosa- Diário da Amazônia

Na manhã desta sexta-feira (04), os profissionais da saúde do estado realizaram uma carreata em Porto Velho. Os profissionais que estão proibidos de realizar greve no período de pandemia, saíram  em carreta do Hospital de Base até o palácio do Governo para reivindicar aumento de salários e melhores condições de serviços.

No local os servidores realizaram um ato com caixão e coroas de funerais simbolizando o enterro da saúde no estado devido as dificuldades de trabalhar no sistema de saúde em Rondônia.

A Presidente do SINDSAÚDE-RO Célia Campos destaca que a carreata reivindica melhores condições da saúde para os profissionais da saúde.

“A saúde está de luto, estamos lutando hoje por melhores condições de trabalho. Principalmente para a comunidade que precisa do SUS que vai para as unidades. O servidor da saúde tem o pior salário do estado. Mesmo em um momento de pandemia não recebe insalubridade. Esse movimento hoje não é só por questões salariais é por desrespeito de insalubridade e falta de insumos”, contou.

A Presidente destacou que a greve foi suspensa provisoriamente, já foi apresentado recursos e está sendo aguardado o posicionamento do juiz.

“A nossa greve foi suspensa temporariamente, mas os movimentos vão continuar a cada 15 dias. Esse caixão significa a saúde morrendo e o Governo não vê. Pela falta de respeito com os trabalhadores quando o Governo não olha para as estruturas das unidades, quando deixa falta insumos e principalmente porque deixa o trabalhador trabalhar em plena pandemia sem insalubridade”, disse Célia

Uma servidora desabafa: “A justiça proibiu a greve durante a pandemia e a nossa reinvindicação é por um salário mais justo. Faz oito anos que não temos um aumento, a maioria dos funcionários não recebem. Eu só recebi porque trabalho na justiça e agora comecei a receber. Mas muitos não recebem. As máscaras N95 precisamos usar um mês para poder trocar. Muitos funcionários estão morrendo e muitos estão afastado. Os emergenciais que estão cobrindo não estão dando conta. Só pedimos um salário mais digno e boas condições de serviços”, disse a servidora que não quis se identificar.

Durante a manhã a Secretaria de Saúde do Estado (SESAU) publicou uma nota sobre a reivindicação dos trabalhadores.

Nota Sesau

O governo do estado de Rondônia, por meio da secretaria de Estado da Saúde (Sesau), reafirma que o Plano de Carreiras e Remuneração dos Servidores da Saúde (PCCR) está em construção obedecendo todas as etapas legais previstas no ordenamento jurídico. E que o direito de manifestação é livre e assegurado pela constituição federal.

Fonte: Diário da Amazônia

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