Primeira semana útil de 2021 começa com foco na saúde

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SOLANO FERREIRA

As primeiras expectativas em todas as cidades brasileiras deveriam caminhar para os anúncios das equipes de governos dos novos prefeitos eleitos e dos reeleitos. Porém, em plena segunda onda da pandemia do novo coronavirus, a ansiedade se manteve em conhecer as medidas adotadas contra a peste que vem assolando o mundo. Enquanto mais de 50 países já iniciaram as vacinações em massa, no Brasil, as discussões transcorrem em torno da compra ou não de vacinas, seringas e agulhas. Tudo indica que a Covid-19, doença causada pelo novo coronavirus, que agora apresenta novas mutações, deva ser o tema mais buscado neste início de ano.

Os novos prefeitos têm como desafios conter as mortes, as superlotações de unidades de saúde, comprar insumos e mostrar aos munícipes que o dever de casa vem sendo feito. Acontece que, apesar da maior demanda de queixas de populares recaírem sobre as gestões municipais, a menor parte dos recursos econômicos ficam nessas unidades. Os governos estaduais devem se tornar protagonistas do problema ‘pandemia’ uma vez que, o governo federal ainda não anunciou um plano de vacinação consistente e completo.    

Pelo menos ontem (6), foi anunciada a isenção tributária para importação de seringas descartáveis e agulhas, insumos essenciais para as vacinações. Mais uma vez o Brasil perdeu tempo. Sabendo que a vacinação seria necessária, não houve providências prévias no sentido de adquirir e garantir a produção ou importação de tudo que fosse necessário para uma campanha de vacinação em massa. Pelo visto, o pais viverá o mesmo drama da falta de máscaras descartáveis, álcool 70º e outros insumos já eram incluídos nos protocolos conhecidos por todo o mundo.

Nesse primeiro trimestre do ano, os prefeitos e suas novas equipes devem atuar na busca de soluções de saúde pública junto aos governos estaduais. Por isso, os gestores de saúde estarão na mira dos holofotes e das atenções. Os municípios que conseguirem nesse início avançar ou serem atendidos nas demandas de controle da pandemia, devem ser os mais favorecidos no decorrer do ano. As projeções econômicas não são favoráveis, mas o País precisa se ajustar e caminhar. Apesar das tensões, nos resta brindar o novo ano com os votos de ‘saúde!’.

O AUTOR É JORNALISTA

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