Prefeitura de Porto Velho deve arrecadar R$ 2,5 milhões com taxa do lixo

44
TCE diz que caso é grave, mas deve arquivar denúncia. Foto: Valor&MercadoRO

A Prefeitura de Porto Velho projeta arrecadar mais de R$ 2,5 milhões com a coleta de lixo. A previsão orçamentária está na proposta do Orçamento de 2026, aprovado pela Câmara de Vereadores.

O contribuinte, segundo a prefeitura, já pode emitir os boletos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU 2026), da Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD 2025) e da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip). A emissão pode ser feita de forma online, pelo Portal de Serviços da Prefeitura, ou presencialmente, em postos de atendimento da Secretaria Municipal de Economia (Semec).

A emissão online permite que o contribuinte evite filas e resolva tudo sem sair de casa. Para facilitar ainda mais o acesso, a Prefeitura de Porto Velho disponibiliza a emissão totalmente digital dos boletos do IPTU 2026, da TRSD 2025 e da Cosip. O procedimento é simples: basta acessar o Portal de Serviços da Prefeitura, localize a opção referente ao IPTU/TRSD e em seguida informar os dados solicitados e gerar o boleto em poucos minutos.

Moradores reclamam

A capital  iniciou 2026 ainda enfrentando graves falhas na coleta de resíduos sólidos, com lixo acumulado em ruas e calçadas de diversos bairros, inclusive em áreas atendidas por cronograma regular. Moradores relatam que caminhões não passaram nos dias previstos, agravando um cenário de sujeira, mau cheiro e desconforto urbano.

Bairros como Cidade Nova, Eldorado, Nova Esperança, Socialista, Três Marias, Tancredo Neves, Aponiã e regiões do Baixo Madeira estão entre os mais afetados. Em vários pontos, sacos de lixo permanecem nas vias há dias, mesmo em locais onde a coleta deveria ocorrer às terças, quartas e sábados, segundo a programação oficial.

Prefeito Leo Moraes rescindiu contrato com a EcoRondônia. Foto: Divulgação

“Já faz dias que o lixo está aí. A gente fica sem saber se tira de novo, se espera, porque quando chove espalha tudo pela rua”, relata uma moradora da rua Guanabara.

Levantamento do gabinete do vereador Breno Mendes aponta um aumento superior a 40% nas reclamações relacionadas à coleta de lixo nas últimas semanas. O parlamentar afirma que a população cobra respostas e medidas efetivas para restabelecer a regularidade do serviço. “A cidade não pode conviver com esse nível de abandono na coleta”, declarou.

O problema se intensifica em pleno verão amazônico, período marcado por altas temperaturas e pancadas de chuva. A combinação de lixo exposto, umidade e calor favorece a proliferação de pragas urbanas, além de ampliar os riscos à saúde e ao bem-estar de moradores, especialmente crianças em férias escolares e animais domésticos.

As falhas ocorrem desde o início da operação emergencial do Consórcio EcoPVH, em outubro de 2025. Com o prazo para manifestações administrativas já esgotado, cresce a expectativa por uma definição da prefeitura sobre a continuidade da EcoPVH.

Fonte: Redação Valor&MercadoRO

 

Deixe seu comentário