Porto Velho está entre as capitais que mais sofreram com aumento nos óbitos, diz IBGE

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Na pandemia, riscos de saúde abreviam o sepultamento para apenas 15 minutos. Foto Esio Mendes

Os municípios de Porto Velho, Cuiabá, Belém e Fortaleza foram as Capitais que mais sofreram com o aumento nos óbitos entre 2019 e 2020. Porto Velho registrou um aumento de 51,2% no total de mortes (ou 1133 óbi-tos), seguido de Cuiabá, com aumento de 41,1% (ou 1432 óbitos a mais).

As informações estão nas Estatísticas do Registro Civil relativas ao ano de 2020 divulgadas nesta quinta-feira (25) pelo IBGE. O trabalho é resultado da coleta das informações prestadas pelos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais, Varas de Família, Foros ou Varas Cíveis e Tabelionatos de Notas do País.

De acordo com as estatísticas, essas mesmas Capitais haviam reduzido o número total de óbitos registrados entre 2018 e 2019. Já Porto Alegre foi a que apresentou o menor aumento relativo no volume de óbitos totais entre 2019 e 2020 (8,1%, ou 976 óbitos), seguido de Belo Horizonte e Teresina com aumentos de 10,7% (1756 óbitos) e 12,1% (538 óbitos), respectivamente, nesse mesmo biênio.

Na grande maioria dos Municípios das Capitais, e como já retratado em outros
recortes geográficos, os maiores aumentos relativos do número de óbitos entre esses dois
períodos foram na população masculina e entre os de 60 anos ou mais de idade (Painel
2).

Em Belém, por exemplo, o volume de óbitos de homens nessa faixa etária, entre 2019
e 2020, teve um acréscimo de 62,87%, enquanto que entre 2018 e 2019 este percentual
foi de 2,6%. Para as mulheres os respectivos percentuais foram de 41,0% e um declínio
de 4,1% entre 218 e 2019.

No Município de Manaus, o aumento dos óbitos entre os homens de 60 anos ou mais foi de 61,8%, enquanto no biênio anterior foi de 8,4%. Para a população feminina estes mesmos percentuais foram de 43,4% e 2,7%, respectivamente.

Em outro extremo, com os menores aumentos relativos nos óbitos de homens acima
de 60 anos, Porto Alegre e Belo Horizonte registraram aumentos de 12,6% e 16,0%
respectivamente, entre 2019 e 2020, e de 0,7% e 6,2%, respectivamente, para o período
de 2018/2019. Para as mulheres estes percentuais foram todos inferiores a 9% para os
dois períodos.

Fonte: Redação e IBGE

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