Poder é Poder

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Herbert Lins de Albuquerque

O indulto presidencial do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao deputado federal Daniel Silveira é o primeiro round da Batalha Eleitoral. Devo lembrar que o ex-presidente Lula negou perdoar Zé Dirceu na época do julgamento do mensalão por decreto similar ao que Bolsonaro usou para livrar Daniel Silveira. Inclusive, quem sugeriu a Lula foi o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido pela alcunha de Kakay, que diz: “não há ruptura constitucional neste decreto de Bolsonaro perdoando a condenação de Daniel Silveira pelo STF”.

Por sua vez, o presidente Bolsonaro parou de bravata, deixou de ficar falando asneiras em cercadinho e recorreu as “quatro linhas” da Constituição e da Lei, ou seja, como escreveu o escritor José Lins do Rego: Aos amigos, a interpretação das Leis, aos inimigos, os rigores da lei. Entretanto, poder é poder e infeliz do país que tem como “mártir” alguém como Daniel Silveira. Já tivemos representantes mais dignos, a começar por Tiradentes e Antônio Conselheiro.

O autor é Mestre em Geografia pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR, Assessor Técnico Parlamentar, Consultor Político, Pesquisador, Blogueiro e Professor.

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