PM apreende armas de fogo em fazenda onde o STF suspendeu ação policial

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Vista aerea da fazenda Norbrasil, região onde policiais militares sofreram emboscadas

Armas de fogo e trajes camuflados são apreendidos pela Polícia Militar (PM) no último final de semana, na fazenda Norbrasil em Mutum Paraná (RO), durante patrulhamento preventivo da 2ª fase da Operação Nova Mutum. A ação policial no local foi paralisada após o Supremo Tribunal Federal suspender a ação de reintegração de posse.

Um revólver e uma espingarda foram encontrados em um ponto de observação usado pelos invasores, além disso trajes camuflados como gandolas e balaclavas também foram apreendidos.

Segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), 35 invasores foram autuados em cerca de R$ 3,6 milhões de reais, por devastarem uma área de aproximadamente 470 hectares.

A Polícia Militar também encontrou inúmeros veículos abandonados e alguns foram queimados e escondidos na mata. Além de vários bens públicos de prefeituras municipais, entre eles um gerador, uma motocicleta e grande quantidade de medicamentos.

De acordo com balanço divulgado pela PM, a maior parte dos invasores saíram voluntariamente e de forma pacífica da região invadida. Na madrugada do dia 22 de outubro, aproximadamente 40 pessoas saíram por meios próprios.

Ao todo três fazendas já foram desocupadas após 9 dias de operação, sendo a Fazendas Santa Carmen, Três Irmãos I e III.

Devido o Supremo Tribunal Federal (STF) ter suspendido operação na fazenda Norbrasil e Arco-Íris, os policiais permanecem na região apenas para coibir crimes ambientais, crimes contra a pessoa e patrimônio.

A operação iniciou no dia 17 de outubro para reintegrar a posse de oito propriedades rurais na ponta do Abunã e distrito de Mutum Paraná em Porto Velho (RO). Mais de 400 agentes do Departamento da Força Nacional de Segurança Pública (DFNSP), Núcleo de Operações Aéreas (Noa), Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e cidadania (Sesdec), Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO), Polícia Militar do Mato Grosso do Sul (PMMS) participam da ação.

Segundo a corporação, a operação foi planejada e está sendo executada pela PMRO, e deveria terminar nesta segunda-feira (25), porém a ação foi prorrogada por prazo indeterminado.

Fonte: Com informações do jornal Diário da Amazônia

 

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