Pesquisa revela que renda média do brasileiro é a menor desde 2012

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Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a renda média do brasileiro em 2020 é a menor desde 2012. Os dados apontam que o desemprego fez a pobreza aumentar em todas as regiões brasileiras, sobretudo no Centro-oeste e no Sudeste.

O levantamento também registra que a proporção de pessoas que dependem de programas assistenciais é alta. Para o sociólogo Rócio Barreto, o aumento da pobreza também gera mais criminalidade em grandes centros urbanos.

“As pessoas sem condições de comer começam a penetrar no mundo do crime para tentar sobreviver com uma certa dignidade, o que amplia criminalidade e outros problemas sociais”, ressalta.

Conforme o levantamento, o motivo desse problema é a pandemia de Covid-19. Os dados do IBGE apontam que o rendimento mensal passou de R$ 2.292 para R$ 2.213. Em 2013, o valor estimado era de R$ 2.250. Os números representam queda de 3,4%.

Uma alternativa adotada pelo Governo Federal é o pagamento de R$ 400 para os beneficiários do Auxílio Brasil. A ideia é gerar mais renda para que haja giro de capital. No entanto, a tramitação da PEC dos Precatórios, que é a fonte para que o governo consiga financiar esse valor do auxílio, anda a passos lentos no Senado. Sem essa aprovação, o valor do benefício cai pela metade.

O relator da proposta no Senado, senador Fernando Bezerra (MDB-PE), disse que os parlamentares estão fazendo mudanças no texto já aprovado na Câmara. Caso isso ocorra, a proposta volta a ser analisada pelos deputados, algo que pode atrasar, ainda mais, o aumento.

“Nós vamos continuar conversando, eu vou levar essas informações para a equipe econômica, para a coordenação política do governo. No nosso ponto de vista, vamos continuar apostando na construção desse entendimento”, explica Fernando Bezerra.

O sociólogo Rócio Barreto complementa dizendo que “é necessário criar políticas públicas de inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho e, também, gerar emprego”.

Enquanto a proposta não é aprovada, os mais de 50 milhões de brasileiros, que representam a parcela pobre da população, continuam assim: dando um jeito para conseguir se manter. “É melhor do que estar em casa esperando cair do céu”, lamenta a autônoma Maria Clara de Lima.

Mãe solteira e demitida do trabalho no início da pandemia de Covid-19, para sobreviver e sustentar a filha ela vende produtos na Rodoviária de Brasília. “Tem o auxílio, mas está devagar demais porque as coisas estão muito caras e a gente tem que vir trabalhar porque não tem serviço fixado e temos que correr atrás do ganha pão”.

Fonte: IBGE

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