O deputado Pedro Fernandes (PRTB-Cujubim), em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, no último dia 22 de janeiro, alertou sobre o abuso praticado no pedágio cobrado na BR-364, no trecho entre os municípios de Cujubim e Porto Velho. Nesta quarta-feira (04.02.26), o Ministério Público Federal (MPF), propôs ação na Justiça a suspensão do modelo de cobrança baseado no sistema free flow (fluxo livre) com os valores aprovados, que chegam a R$ 37,00 em Cujubim.
A medida, segundo o MPF, fundamenta-se na ausência de estudos técnicos idôneos e de Análise de Impacto Regulatório (AIR) que justifiquem o custo e o modelo adotado. Entre os pedidos, o MPF solicita que a Justiça determine à ANTT a realização da AIR e de audiências públicas nos principais municípios afetados, além da apresentação de um estudo de viabilidade.
Segundo o deputado Pedro Fernandes (PRD), a população de todo o Estado está sentindo no bolso o preço elevado do pedágio praticado pela concessionária Nova BR-364. “Quem reside em Cujubim e precisa ir a Porto Velho paga R$ 5,00. No retorno para Cujubim, o usuário da rodovia precisa pagar R$ 37,00”, disse o parlamentar.
Cujubim faz parte da região da produção do Estado e fica distante 220 km da capital Rondoniense. No entanto, muitos moradores de Cujubim utilizam a rodovia para ir até a cidade de Ariquemes, município pólo da região. “Quem precisa ir até Ariquemes para fazer uma faculdade, por exemplo, terá de pagar R$ 74 reais por dia. Em 20 dias, o cidadão terá desembolsado R$ 1.480,00”, disse o parlamentar, acrescentando que é necessário um preço mais justo e equilibrado à população.
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Fonte: Valor&MercadoRO
Texto: Marcelo Freire








