O transporte alternativo como prática sustentável

As ruas continuam amontoadas de carros e de condutores imprudentes que não oferecem a devida segurança aos ciclistas.

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SOLANO FERREIRA

A semana que passou foi marcada por diversas ações do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) para conscientizar a sociedade brasileira sobre o impacto da mobilidade urbana e os modelos sustentáveis de transportes individuais. A ideia é diminuir a quantidade de veículos nas ruas, reduzir as emissões de gases de efeito estufa, e gerar alternativas mais econômicas e que possam estimular práticas de bem viver, como andar de bicicletas.

Uma das ações foi o Dia Mundial Sem Carro, comemorado na quarta-feira (22), que alerta sobre a necessidade de se pensar em novas formas de locomoção urbana. Acontece que o assunto ainda é pouco conhecido e a adesão passou despercebida pela maioria da população brasileira. Para fomentar o transporte sustentável, o MDR criou o Selo Bicicleta Brasil, que premiará órgãos, entidades e empresas que promovam o uso de bicicleta. 

Além de desimpactar o trânsito, a medida espera estimular a qualidade de vida da sociedade. Utilizando bicicleta para o transporte individual, o cidadão economizará com transporte motorizado, ajudará com a pratica sustentável e estimulará a saúde com a prática de atividade física com umas boas pedalas que movem os músculos do corpo inteiro. 

Apesar de iniciativas de estímulos às novas práticas, o MDR terá ainda que estimular os prefeitos na reordenação urbana, com a implantação de mais ciclovias e ciclofaixas para garantir a segurança viária a quem utiliza esse tipo de transporte. As ruas continuam amontoadas de carros e de condutores imprudentes que não oferecem a devida segurança aos ciclistas.Essa tendência de transporte sustentável é percebida e estimulada em diversas cidades do mundo.

Em Rondônia essa prática também vem crescendo nas cidades. Em Porto Velho, está sendo construído o plano de mobilidade urbana que prevê ampliar a participação do transporte coletivo e do não motorizado na matriz de deslocamentos da população; reduzir o número de acidentes de trânsito; Regulamentar a circulação e operação do transporte de carga; Quantificar e otimizar o uso do sistema viário; Reduzir as emissões de poluentes locais e gases de efeito estufa; e Promover a maior integração na gestão do sistema de mobilidade urbana. Para os ciclistas vem sendo ampliadas as ciclovias formando um sistema de integração entre todos os setores. 

O AUTOR É EDITOR-CHEFE DO DIÁRIO DA AMAZÔNIA

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