Nova crise no CPA: TJRO manda Marcos Rocha reintegrar servidores demitidos da vice-governadoria

Marcos Rocha vai apoiar Adailton Fúria, cujo o vice-governador na chapa é o jornalista e empresário Everton Leoni (PSD).

105
CPA, sede do governo do Estado: Foto Daiane Mendonça/Secom

A crise política instalada no Centro Político Administrativo (CPA), sede do governo de Rondônia, ganhou um novo capítulo. O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), decidiu, por maioria de votos, reconhecer, em parte, mandado de segurança com pedido de liminar, para reintegrar oito servidores exonerados na vice-governadoria pelo governador Marcos Rocha (PSD).

Relator do processo, o desembargador Aldemir de Oliveira, proferiu voto no sentindo de que o ato governamental resultou no esvaziamento da vice-governadoria. Na decisão, a Justiça determinou  a reintegração dos servidores comissionados exonerados e, caso esses servidores não tenham interesse em retornar à função por motivos particulares, ficará a critério do vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil) escolher os servidores que irão lhe auxilia-lo até o final do mandato.

Para o vice-governador, a decisão de Marcos Rocha, ao esvaziar a vice-governadoria, é um ato apontado como ilegal e abusivo. A defesa do vice-governador sustentou, ainda, que o esvaziamento da estrutura administrativa de seu gabinete compromete o regular exercício de suas funções constitucionais.

Entenda o caso

De uma única canetada, o governador Marcos Rocha exonerou, há mais de seis meses, servidores que estavam lotado na vice-governador. Na justificativa, o chefe do Executivo alegou redução de gastos devido problemas de orçamento. No entanto, outros servidores foram exonerados. Sérgio Gonçalves ingressou na Justiça com mandato de segurança para garantir, a recomposição da estrutura e alegou falta de condições para exercer o papel de vice-governador.

A ação impetrada na Justiça por Sérgio Gonçalves é o segunda que ele vence contra o chefe do Executivo.  No ano passado, ele ingressou com uma ação no Judiciário para impedir que o governador Marcos Rocha administrasse o Estado de forma remota. A Justiça acatou a decisão, derrubando uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa.

Sérgio Gonçalves ocupava no ano passado o cargo de secretário da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Social (Sedes), pasta responsável pelo estudo técnico da maior licitação de água e esgoto de Rondônia. Sérgio também foi exonerado do cargo de secretário, ao vivo, durante um programa da Rema TV, em Porto Velho.

Marcos Rocha e Adailton Fúria. Foto: Divulgação

Marcos Rocha está no segundo mandato e desistiu de disputar o Senado Federal. Ele assumiu a presidência regional do PSD, com apoio político do ex-senador Expedito Júnior. Marcos Rocha vai apoiar Adailton Fúria, cujo o vice-governador na chapa é o jornalista e empresário Everton Leoni (PSD).  A convenção do partido foi realizada no último sábado em Porto Velho.

Por outro lado, Sérgio Gonçalves pretendia disputar a reeleição pelo União Brasil, partido no qual foi eleito com Marcos Rocha, em 2022. No entanto, Sérgio Gonçalves perdeu o controle da legenda e ficou sem o apoio partidário para o seu projeto. O político chegou a fazer reuniões e almejar assumir o comando do Estado para disputar a reeleição, mas o projeto foi naufragado.

Ex-governador Ivo Cassol também esvaziou a vice-governadoria

O ex-governador Ivo Cassol também enfrentou nos bastidores uma crise política nos com a vice-governadora Odaisa Fernandes, ambos do PSDB. O político esvaziou a vice-governadoria e Odaisa Fernandes ficou sem estrutura para administrar. Até o veículo que estava a disposição dela foi retirado na época. O caso também gerou repercussão no Estado e foi parar no Poder Judiciário, que decidiu devolver os servidores a vice-governadoria.

Fonte: Valor&MercadoRO

Processo: 080509144.2026.8.22.0000

Siga o canal “Valor & Mercado RO” no WhatsApp

Veja como foi a sessão:

 

 

 

 

Deixe seu comentário