Não podemos viver reféns da incerteza

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JOEL ELIAS

Enfim, depois de muitas especulações, a notícia que todo mundo esperava veio dos Estados Unidos: a vacina que imuniza contra o novo coronavírus finalmente começa a ser usava na população.  É uma luz no fim do túnel para todos nós, e o relato veio justamente de um país onde seu mandatário, assim como no Brasil, ousou desdenhar da doença, e por isso, acabou pagando um preço altíssimo com mais de 300 mil mortes provocadas pela Covid-19. Coincidência ou não, o Brasil também vai pelo mesmo caminho.

Mas aqui, ao contrário dos Estados Unidos, ainda há muita incerteza no que diz respeito a uma ampla campanha de imunização da população. Incerteza plantada pelo próprio presidente do país, que tem se mostrado mais preocupado em politizar a questão da vacina, para colher frutos eleitorais em 2022, do que com a saúde dos brasileiros. E isso é notório toda vez que o presidente se manifesta sobre o assunto, como na última semana, quando afirmou que a pandemia já está no “finalzinho”, mesmo com os números mostrando o contrário.

Somado a isso, ainda tem a inépcia do governo em adotar uma política de combate à pandemia. Ao invés do tomar as rédeas da situação, o governo prefere desinformar a população alegando que foi impedido pelo STF de atuar na questão, quando na verdade, o Supremo apenas apontou que União, estados e municípios não são concorrentes, e sim, podem adotar conjuntamente medidas de combates à doença.

Ao invés de assumir o comando da situação e guiar o país a um lugar seguro, como um verdadeiro estadista, vemos no dia a ia o mandatário do país brigar nas redes socias com aqueles que poderiam ser valiosos aliados nessa luta — os governadores —, por ver em alguns deles fortes adversários em 2022.  E aí quem perde somos todos nós, com um interesse particular suplantando os interesses da nação.

O AUTOR É JORNALISTA


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