Regras do jogo
A menos que surja algo mais valioso e polêmico, o que agora parece impossível, mas pode ser a surpresa do futuro, a novela das terras raras tende a durar pelo menos uma década. Aliás, considerando que uma delas já é produzida no Brasil desde o Império, sinaliza que pode completar facilmente século e meio.
No entanto, é possível que o melhor capítulo dessa novela seja aquele que o vice-presidente Geraldo Alckmin começou a escrever ao afirmar que “a gente não quer só exportar commodity, quer agregar valor”. Exportar commodity é atividade de séculos e não conseguiu tirar o país da pobreza. Logo, é justo apostar que agregar valor possa vir a ser a chave dessa conquista.
Ter riquezas fabulosas em quantidade e valor ainda não foi suficiente para redimir os brasileiros de seus problemas crônicos. Quase 50 milhões de brasileiros continuam abaixo da linha da pobreza, equivalente a uma Colômbia. Com as terras raras, porém, e se espera em menos tempo que 50 anos, haverá plenas condições de criar riquezas com potencial de se espalhar homogeneamente pela sociedade, desde que algumas condições sejam estabelecidas.
Aliás, uma das condições para a boa exploração das TRs será o marco regulatório para o aproveitamento dos minerais, assunto em andamento no Congresso. Como as fofocas pré-eleitorais não vão cessar no ambiente parlamentar, espera-se que por sua importância o assunto fure a bolha e receba a apreciação merecida.
A renovação
A presença e o legado de antigas lideranças políticas em Rondônia têm prejudicado o nascimento de novas lideranças no estado já que disputam cargos eletivos com mais estrutura. Seja nas eleições a Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados, prefeituras, Câmaras Municipais, se mantem a norma dos políticos lançarem na disputa esposas, irmãos, pais etc. Nesta temporada por exemplo, dois candidatos ao governo do estado contam com esposas concorrendo a Assembleia Legislativa. De um lado Ieda Chaves, esposa de Hildon Chaves candidato ao CPA pelo União Progressista, de outro Joliene Fúria, esposa de outro candidato ao governo estadual, Adailton Fúria.
Clãs políticos
Ao mesmo tempo em que novas lideranças buscam espaço, os velhos clãs políticos rondonienses, instalados a quatro décadas se mantém nas suas regiões. Casos do clã Donadon em Vilhena e Cone Sul rondoniense, clã dos Muletas que tem candidaturas a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados nas eleições deste ano, na região de Jaru e Bacia Leiteira e o clã Amorim que estuda candidaturas em Ariquemes e Vale do Jamari. Na Zona da Mata, onde se tem como polo regional Rolim de Moura, o clã Cassol persiste com postulações, já o clã Raupp pendurou as chuteiras com Valdir e Marinha fora do pleito, mas o clã dos Expeditos tem um candidato a governador, que é Expedito Neto (PT) e um postulante à Câmara dos Deputados, que é Expedito Pai (PSD).
Colégios eleitorais
Os principais postulantes ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual, começam a se estruturar nos principais colégios eleitorais do estado. No maior deles, que é Porto Velho, é que concentram os esforços dos postulantes, já que será o campo de batalha decisivo, uma vez que conta com um terço do eleitorado rondoniense. Os demais colégios eleitorais importantes, são Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal e Vilhena, onde os candidatos das eleições majoritárias estão reforçando suas paliçadas atraindo novas lideranças para as nominatas para Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.
Chapas reforçadas
Se constata, diante dos primeiros movimentos de organização partidária, que o PSD de Adailton Fúria terá a maior nominata de postulantes à Assembleia Legislativa, num trabalho de articulação liderado pelo atual governador de Rondônia Marcos Rocha, que deixou o União Brasil e levou consigo importantes lideranças regionais para o partido que assumiu, o PSD. Para a peleja das oito cadeiras a Câmara dos Deputados, o Partido liberal-PL, que tem sua candidatura majoritária pilotada pelo senador Marcos Rogério conta com a chapa mais vitaminada. Concorre para isto, a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro na legenda.
Jogo de estratégia
Há poucas semanas da abertura das convenções partidárias que vão homologar as candidaturas majoritárias e as chapas para disputa da Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados e ao Senado ainda se vê muitas indefinições no quadro político rondoniense. Na mesa das negociações seguem as alianças com alguns partidos buscando acordos com legendas de ponta para indicar vices. Os postulantes de ponteira já tem suas composições delineadas, mas ainda jogando com os erros dos adversários para concluir suas estratégias para as convenções de julho. A pior situação é da esquerda, cujos partidos estão divididos. Mesmo numa coalizão teriam dificuldades de alcançar o CPA e rachados o caminho do segmento é o despenhadeiro.
Via Direta
*** Começa a temporada das feiras agropecuárias no interior de Rondônia. Elas demonstram a pujança do agronegócio do estado e fomentam a economia dos municípios movimentando bares, restaurantes, hotéis e o comércio lojista *** Já operando novas linhas aéreas a partir de Porto Velho para Belo Horizonte no Sudeste. Uma nova opção de conexões para outras capitais brasileiras a partir de agora *** O que não melhoram mesmo são os preços das tarifas das empresas aéreas e no meio do ano elas acabam aumentando ainda mais para desgraça dos rondonienses.









