MPF leva denúncia à Comissão Interamericana sobre impactos do garimpo ilegal na Amazônia

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Garimpagem no rio Madeira. Foto Silas Laurentino

O Ministério Público Federal (MPF) enviou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) um diagnóstico sobre os efeitos da mineração ilegal na Amazônia, apontando violações estruturais e a atuação do garimpo como economia ligada ao crime organizado.

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O documento, que complementa apresentação feita em março de 2026, pode embasar recomendações ao Brasil e eventual análise pela Corte Interamericana.

Entre os principais problemas, o MPF destaca a contaminação por mercúrio, com impactos à saúde de ribeirinhos e indígenas, além da falta de monitoramento nacional, falhas na rastreabilidade de minerais e entrada ilegal de substâncias tóxicas.

O órgão também critica normas que ainda permitem o uso de mercúrio no garimpo, consideradas incompatíveis com acordos internacionais e a Constituição.

O relatório aponta ainda a crise na Terra Indígena Yanomami, com contaminação, doenças e insegurança alimentar, e alerta para propostas no Congresso que podem enfraquecer a fiscalização ambiental.

Por fim, o MPF defende ação coordenada do Estado e cooperação internacional para enfrentar o problema.

Fonte: Ac24HORAS

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