
Aprovado pelo Senado Federal para ocupar o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), o deputado petista Odair Cunha (PT-MG) vai assumir a relatoria do processo cujo deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO), é acusado de nepotismo. O processo do parlamentar bolsonarista de Rondônia estava sob a relatoria do ex-ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou. No entanto, não há movimentação do processo desde dezembro de 2025.
Siga o canal “Valor & Mercado RO” no WhatsApp:
Entenda o caso
Denúncia movida pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União contra o deputado bolsonarista de Rondônia teve como base matéria divulgada pelo site Metrópoles, de Brasília.
Segundo a matéria do site, o parlamentar rondoniense “transformou o próprio gabinete na Câmara em um cabide de empregos para a companheira, uma cunhada e dois concunhados. Segundo levantamento da coluna, a Casa já desembolsou mais de R$ 2,1 milhões em salários para a família“.
O subprocurador-geral do MPU, Lucas Rocha Furtado, destaca que a eventual exoneração dos contratados por nepotismo não extingue o processo de apuração das irregularidades. “Essa medida, por si só, não elimina as consequências jurídicas e administrativas dos atos praticados. Seria equivalente a um serial killer afirmar que não cometerá mais crimes, como se isso bastasse para evitar qualquer responsabilização pelos homicídios já perpetrados.“, disse.
“Desse modo, a exoneração dos familiares contratados, embora necessária para cessar a prática irregular, não exime o parlamentar e os envolvidos de responderem pelos atos praticados. É imprescindível que seja instaurado o processo de tomada de contas especial (TCE), inclusive contra o parlamentar, para apurar a responsabilidade pela utilização indevida de recursos públicos”, apontou o subprocurador-geral.
Fonte: Redação Valor&MercadoRO







