O ministro do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, é o relator da denúncia de nepotismo contra o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL). A denúncia foi movida pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União e teve como base matéria divulgada pelo site Metrópoles, de Brasília.
Segundo a matéria do site, o parlamentar rondoniense “transformou o próprio gabinete na Câmara em um cabide de empregos para a companheira, uma cunhada e dois concunhados. Segundo levantamento da coluna, a Casa já desembolsou mais de R$ 2,1 milhões em salários para a família“.
O subprocurador-geral do MPU, Lucas Rocha Furtado, destaca que a eventual exoneração dos contratados por nepotismo não extingue o processo de apuração das irregularidades. “Essa medida, por si só, não elimina as consequências jurídicas e administrativas dos atos praticados. Seria equivalente a um serial killer afirmar que não cometerá mais crimes, como se isso bastasse para evitar qualquer responsabilização pelos homicídios já perpetrados.“, disse.
“Desse modo, a exoneração dos familiares contratados, embora necessária para cessar a prática irregular, não exime o parlamentar e os envolvidos de responderem pelos atos praticados. É imprescindível que seja instaurado o processo de tomada de contas especial (TCE), inclusive contra o parlamentar, para apurar a responsabilidade pela utilização indevida de recursos públicos”, aponta o subprocurador-geral.
Quem é o ministro Aroldo Cedraz
O ministro Aroldo Cedraz já ocupou o cargo de deputado federal na legislatura 1999-2003 e se licenciou para exercer o cargo de Secretário de Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia, de 7 de dezembro de 2000 a 27 de março de 2002. Renunciou ao mandato de deputado federal na Legislatura 2003-2007, para assumir o cargo de Ministro do Tribunal de Conta da União, em 3 de janeiro de 2007.
Processo – 022.518/2025-8 – Representação
Fonte: Redação Valor&MercadoRO
Texto: Marcelo Freire








